O novo Ashram minimalista
Quarta-feira, 29 de Abril de 2009
..., we have a problem
O excesso de solicitações é paralisante, e no meu caso embota-me a lucidez (já não sei o que disse e a quem o disse, oiço-me numa infindável repetição, aborreço-me). Se eu me fizesse cobrar por elas, estava rico.[À distância, e com estas nuvens, até Houston parece bonita]
O outro lado
Segunda-feira, 27 de Abril de 2009
Pânico
Com a facilidade com que se transmite, mesmo que tenha uma baixíssima taxa de mortalidade a gripe «suína» pode converter-se num cataclismo. Suponha-se que se converte numa pandemia e mata apenas 1 pessoa em cada mil: teríamos 6 milhões de mortos. Compreende-se o alarme e as medidas extremas que estão a ser preparadas. LERO Euro e o argumento dos negreiros
Num inquérito divulgado há uns dias uma maioria de concidadãos nossos revelava a sua convicção de que o Escudo nos teria protegido um pouco melhor do que o Euro do impacto da crise financeira. Isto é absolutamente certo, é o velho problema dos «choques exógenos assimétricos» nas integrações monetárias. O Euro pode ter muitas vantagens, mas apresenta este risco do «desarmamento cambial», que agora começa a revelar-se com toda a amplitude.Tudo o que é bem-pensante (leia-se, os tachistas federalistas) veio criticar o obscurantismo do zé-povinho, ironizando até. O argumento é o de que não há alternativa para o Euro.
Conheço bem esse argumento da ausência de alternativa – o mesmo argumento que tornava uma fatalidade obedecermos aos «ventos da história», ainda quando ingenuamente, e teimosamente, perguntávamos quem eram os oráculos que determinavam a direcção desses ventos. É o argumento dos negreiros, que andaram séculos a insistir na ausência de alternativa ao esclavagismo.
Andamos sempre um pouco atordoados com a nossa circunstância, sempre um pouco avassalados com a inércia dos nossos hábitos, e a imaginação contrafactual (do que pode ser e não é, do que deve ser e não é) representa um grande esforço, um esforço que a própria falta de imaginação representa como desproporcionado e inglório.
Os eurólatras, tal como os negreiros de outrora, exploram habilmente esse atordoamento, e sobressaltam-se ao mínimo indício de inquietação alheia. Eles que se tranquilizem: ainda não é desta que o que pode ser e que o que deve ser triunfará do sentimento agrilhoado da inevitabilidade.
Domingo, 26 de Abril de 2009
Bertrand du Guesclin à portuguesa
Pronto, com ou sem «milagres de fritura» ele já era um ponto de referência, e assim continuará - agora talvez num registo mais devoto e menos explorado pela sanha bélica do «franchising nacionalista», que se esquecia de que Álvares Pereira foi ele próprio uma importação da gesta dos proto-marechais de França, os «condes do estábulo», entre eles o magnífico Du Guesclin.Sábado, 25 de Abril de 2009
Um retrato lapidar
"a esquerda queria distribuir, queria sonante e, sobretudo, queria poder; daí destruirem tudo, despejarem do Estado, das Forças Armadas, da Universidade e da Banca quem do ofício sabia e empurrar os meninos ricos a brincar às revoluções para o poder. Foi o que se viu. Quanto à direita, ficou como era e como é e será: absolutamente narcotizada, incapaz de abrir um livro, com sol e touros a debroar as manias de grandeza e pasmar-se perante o passado remoto que não fez ou, mais grave, não soube merecer"COMBUSTÕES
Um dia heróico

O que mais recordo de há 35 anos é a coragem inaudita demonstrada pelas forças armadas: junto aqui dois testemunhos visuais de como a tropa se comportou heroicamente, mesmo quando emboscada e alvejada pelos tiros da reacção (olha ali os dois taratas em queda na máscara, enfrentando o IN...).Uma palavra de apreço também para o fotógrafo, que pôs a sua vida em risco para obter estes dois instantâneos.
O 25 de Abril explicado PELO povo
Cansados de explicações do 25 de Abril AO povo, fomos ouvir o próprio povo, e percebemos não só que o 25 de Abril vive no coração do povo, mas também que a grande revolução de mentalidades está consumada!
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Na realidade, o documentário foi feito por um esquerdóide qualquer: grande tiro pela culatra!
A politologia do vocabulário básico
Nada enche mais intensamente de temor reverencial o pobre espírito deste Vosso criado do que a menção de uma profissão nova. Há minutos via na TV a reprise de um debate em que participava uma «politóloga» – ena pá, politóloga! (espero não me ter enganado na grafia da designação).Se me perguntassem a seco o que é, eu diria que é uma mistura de uma política com uma astróloga – mas não, era uma senhora de aparência simpática e modos cuidados, de sua graça Marina Lobo. Muito afirmativa, categórica, a Senhora parecia pretender apoiar-se numa qualquer ciência: aparentemente, deduzi, na «politologia», uma espécie de «estudo científico da política» (tema empolgante, algo entre os hábitos procriativos das catatuas e as migrações do escaravelho da batata).
No melhor pano cai a nódoa, contudo: tendo alguém objectado que uma hipótese formulada pela preclara cientista não era viável, ela reponta: "se não for essa, são outras quaisqueres".
Muito bem! Para primeira introdução à «politologia», já vou confortado!
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(na foto, um politólogo em pleno esforço)
Outro que tem a mania de que é Napoleão
Leio no suplemento do Sol, e logo na capa, que o senhor Barroso pretende não receber ordens de ninguém. Dada a posição que ocupa, isso só pode significar uma de duas coisas, e ambas preocupantes:a) que afinal virou casaca, não para a social-democracia (como os maldosos insinuavam), mas sim para o anarquismo - cansado que estava de receber ordens de maoístas;
b) que julga que é Imperador.
Sexta-feira, 24 de Abril de 2009
Mesma data, dias diferentes
Uma adenda a MISS_PEARLS: Shakespeare e Cervantes morreram na mesma data, não no mesmo dia. A data é 23 de Abril de 1616. Simplesmente, Cervantes morreu na data do Calendário Gregoriano (o actualmente em vigor), e Shakespeare na do Calendário Juliano (que os britânicos só abandonaram em 1752).Shakespeare morreu, por isso, dez dias depois… na mesma data. (conferir)
Dava para um romance, e tem dado para alguma especulação – por exemplo, que ambos seriam a mesma pessoa, ou que pelo menos o Don Quixote seria do mesmo autor do teatro «shakespeareano» (nomeadamente Francis Bacon: exemplo).
Quinta-feira, 23 de Abril de 2009
Lisboa podia ter ficado MUITO melhor


Quando o incêndio começou, o equipamento pesado dos bombeiros não conseguiu aproximar-se por causa destes canteiros, destas aberrações estéticas que atulharam a Baixa Lisboeta, talvez a querer-lhe antecipar uma morte para a qual iam contribuindo. Um crime de lesa-Lisboa. Não me esqueci, nem esquecerei, do nome dos responsáveis: ficam para a História da Ignomínia cá do burgo.Quarta-feira, 22 de Abril de 2009
Terça-feira, 21 de Abril de 2009
Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
Wannsee II sob a égide da ONU
Dou razão à ONU: uma conferência contra o racismo (*) tem que ter participação de racistas, como o famigerado Mahmoud Ahmadinejad, pois de outro modo não se passaria das generalidades. Os críticos da excelsa organização por detrás do evento foram, portanto, longe de mais, com a exigência de que uma iniciativa desse teor se privasse do contributo precioso dos praticantes e dos especialistas. Uma pena Eichmann e Mengele já terem partido, o contributo que eles não dariam para a elaboração do comunicado final! (mais AQUI)
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(*) Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Outras Formas Relacionadas de Intolerância – conhecida, e já imortalizada, com o enternecedor epíteto «Durban-II», apesar de decorrer em Genebra (estou certo de que foi porque Genebra não quis ver o seu nome conspurcado).
Domingo, 19 de Abril de 2009
Sábado, 18 de Abril de 2009
Lições de descaramento equilibrista
Título na imprensa:Presidente da República falou de «empresários submissos ao poder político» e apelou à responsabilidade social dos gestores. (LER)
Já agora, por cá gostávamos de saber:
a) Quem é que lhe terá financiado as campanhas eleitorais em que andou metido todos estes anos – já que, aparentemente, não foi nenhum «empresário submisso»…
Um negócio de mercearia que acabou em casamento

"Hoje, a Europa é aquele Petit Julien de 60 cm a urinar torrencialmente decretos, decisões, regulamentos e directivas sobre a dimensão do carapau, a percentagem de sebo dos champús, as compatibilidades electromagnéticas das máquinas de barbear, a segurança dos brinquedos, a elasticidade dos preservativos, as medidas preventivas contra a febre aftosa, a dimensão das seringas e outras coisas da mais alta relevância. Uma Europa de fulaninhos e fulaninhas rendendo culto ao positivismo de contabilidade, sem sonho e sem luz, uma Europa do miserabilismo que se esconde por detrás das gestões, dos marketings, das estatísticas sem estadística, das finanças sem economia, da politiquice sem Política. É uma pena, mas é a realidade que teima em cobrir de ridículo a Europa."
Esquizofrenia no Patriarcado - ou: para onde é que afinal vai o dinheiro?

2) Prédios de 16 andares e nova catedral à beira-Tejo (LER)
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Sexta-feira, 17 de Abril de 2009
Quinta-feira, 16 de Abril de 2009
Hozomeen, North Cascades
"Hozomeen, Hozomeen, most beautiful mountain I ever seen ... but what a horror when I first saw that void the first night of my staying on Desolation Peak waking up from deep fogs of 20 hours to a starlit night suddenly loomed by Hozomeen with his two sharp points, right in my window black... Over 70 days I had to stare at it"Jack Kerouac





























