O novo Ashram minimalista

Terça-feira, 31 de Março de 2009

Há Chijma em Bijeu?

O Bispo de Viseu declarou-se, há dias, favorável ao uso do preservativo; agora manifesta-se a favor do divórcio em casos de violência doméstica (LER). What next? Vai pronunciar-se contra a venda de indulgências? Temos caso!

Um momento zen / heraclitiano



Nem com um milagre lá se chegaria…

Papa pede que G-20 restaure ética no mundo financeiro (LER). Acho que não se vai lá por essa via; noutros tempos, não se pedia comedimento aos fariseus...

Tentações de Santo Antão


O velho Gambrinus (se estas paredes falassem...)

A vingança dos ratos

Cientista injectava ratos com o vírus do Ébola. Injectou-se a ela mesma… LER

Dos tempos em que os bifes tinham nervos

Solmar, nas Portas de Santo Antão

Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Twitter, o morse da morsa

A blogosfera andava cheia de imbecis que arrastavam penosamente a sua falta de talento até ao primeiro ponto e vírgula, esgotando-se, e esgotando-nos, com tropeções vocabulares e com acessos de entropia conceptual. Era demasiado embaraçoso - deprimente é o termo.
O Twitter veio-lhes facilitar a vida, visto que é o equivalente do urro monossilábico que já pressentíamos escorar a vertente vocabular da prosa rebarbativa e rala – o morse da morsa, o grunhido dos grunhos.
Desampararam a loja e agora imagino-os a povoar, garridos, o palácio das araras – felizes com a fasquia tão baixa, tão baixa, que finalmente não tropeçam mais, ninguém nota nada.
+++
Quando abriu o CC Colombo eu, que por proximidade geográfica frequentava o CC Amoreiras, senti imediatas e profundas melhoras: a bezugada migrou toda, à moda de Panurgo, e o ambiente nas Amoreiras voltou a ser respirável, sereno, selecto.
Bendito Twitter, bendita selecção natural.

Mais uma versão do clássico de Stevie Wonder (pena não estar a de Pedro Aznar, Barrio Marginal)

Um momento alto de Stevie Wonder (em 1976)


Village Ghetto Land - Stevie Wonder

A beatitude collabo: André Zucca


Determinados a provar que Paris sob a ocupação era tão mau como um Campo de Concentração, e que nunca houve colaboração, os franceses «bien pensants» ficaram furiosos com a exposição do fotógrafo pró-nazi André Zucca que provava o contrário. De facto...

OOOOOOOoooooooops! Quem é que deixou escapar a fotografia a preto e branco do mesmo André Zucca (em baixo)?

Referências: 1, 2, 3.

Domingo, 29 de Março de 2009

On Death (Khalil Gibran)

[...]
For what is it to die but to stand naked in the wind
and to melt into the sun?
And what is it to cease breathing,
but to free the breath from its restless tides,
that it may rise and expand and seek God unencumbered?
[...]

Velha Lisboa (tão perto e já tão longe)

West Side Story (versão Kertész)

Genioux, Ginot, Junot

Nada mais sei dizer sobre o curioso prédio, senão que posso representar-me várias décadas de convívio assíduo com a fachada (nunca lá entrei), vários momentos pintalgados na memória, desde a mais tenra idade (talvez tivesse três anos quando acompanhei, numa manhã ofuscante de Sol, o meu pai a uma serração que havia diante, precisamente nas traseiras da dependência do BES celebrizada pela intervenção de snipers); a Valenciana, a Pastorinha, o oculista, as Chaves do Areeiro, o caminho para os Correios e para o Judo Clube, toda uma triangulação mental por esse recanto incaracterístico e muito ventoso.

Lacuna incompreensível

Num país de ávidos Reguladores (já não se lhes chama Intendentes), admira que este local e esta actividade não tenham ainda encontrado um Regulador próprio... talvez um Provedor... uma Alta Autoridade... um Observatório... uma Comissão de Sábios?

Há 35 anos: o símbolo de Montreux


Há 35 anos (DN de 29 de Março de 1974)

A última "conversa em família" e já o sonho do teleférico no Martim Moniz...

Upedeite: cartaz Lula


Sábado, 28 de Março de 2009

Manifestantes exigem "as pessoas à frente dos lucros"

Conhecíamos a versão soviética, com a proposta de abolição dos lucros; agora esta significará o quê? Que se quer abolir as sociedades comerciais? Que as pessoas deixam de ser pessoas se andarem «atrás» dos lucros?
LER

Advogados arrependidos de terem eleito um jornalista-chavista para Bastonário

Pagaram ao artista, agora aguentem-lhe o «número» até ao fim…

Sexta-feira, 27 de Março de 2009

Lisboa desaparecida




Quando me falam de Lisboa desaparecida eu penso sempre da Lisboa que desapareceu em mim. Dessa guardo a lembrança de algumas cores deslavadas, muitos cheiros e alguns pregões. E guardo alguns «flashes» da noite, talvez porque eu fosse criança e a noite era a Lisboa que me era vedada, a Lisboa que menos interferiu comigo e por isso permanece mais intacta.
É também a Lisboa do luto por aqueles através de cujos olhos fui aprendendo a referenciar-me nela; um luto que também se foi deslavando, esvaíndo, desaparecendo - como tudo.

Dois Confrades em grande

Um triunfo intelectual inteiramente merecido!

A maravilhosa arte do Bunraku

Cintilações na Grande Noite Estalinista



Olhando para esta colecção de imagens de gentes, lugares e paisagens tão serenos, na Rússia e no Cáucaso, quem adivinharia que são testemunhos pictóricos da era do Grande Terror?

A opulência veneziana

A Renascença em Veneza: a rivalidade de Ticiano, Tintoretto e Veronese

Procura-se: Provedores

Já descobrimos o Provedor do Leite (na foto); falta-nos apenas o Provedor de Justiça.

Quinta-feira, 26 de Março de 2009

Dos pruridos Lusófonos à faena académica; ou, da inutilidade do plágio

Aqui no Claustro ficámos boquiabertos quando soubemos que uma instituição em que pontifica um dos casos mais divulgados de plágio «à moda da casa» adquiriu um programa, o Ephorus, para detectar teses plagiadas: LER
O programinha não tem eficácia retroactiva, pois não? Olha que pena, estava a já a visualizar muitas barbas a arder…
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Mas para quê plagiar, se hoje qualquer politécnico e qualquer universidade privada (e cooperativa) acolhe de braços abertos qualquer doutorado em qualquer arena andaluza? (LER).
Para quê, se nesses redondéis se toma alternativa com a lida de um bezerro desmamado, ou seja, com meia folha de couve que não mataria a fome a um grilo, com o alinhavar de duas ou três trivialidades, com a assinatura legível e com a propina paga?
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A clientela estudantil fica mal servida, mas que interessa? O aviário passa a ter um capataz, e a entidade que certificou este capataz fica sabiamente ao abrigo de lhe comprar os frangos (salvo os que evoluem para galinhas poedeiras e vão lá, de pesetas em punho, a perpetuar esta cadeia infinita de títulos académicos «al ajillo»).

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