O Bispo de Viseu declarou-se, há dias, favorável ao uso do preservativo; agora manifesta-se a favor do divórcio em casos de violência doméstica (LER). What next? Vai pronunciar-se contra a venda de indulgências? Temos caso!O novo Ashram minimalista
Terça-feira, 31 de Março de 2009
Há Chijma em Bijeu?
O Bispo de Viseu declarou-se, há dias, favorável ao uso do preservativo; agora manifesta-se a favor do divórcio em casos de violência doméstica (LER). What next? Vai pronunciar-se contra a venda de indulgências? Temos caso!Nem com um milagre lá se chegaria…
Papa pede que G-20 restaure ética no mundo financeiro (LER). Acho que não se vai lá por essa via; noutros tempos, não se pedia comedimento aos fariseus...Segunda-feira, 30 de Março de 2009
Twitter, o morse da morsa
A blogosfera andava cheia de imbecis que arrastavam penosamente a sua falta de talento até ao primeiro ponto e vírgula, esgotando-se, e esgotando-nos, com tropeções vocabulares e com acessos de entropia conceptual. Era demasiado embaraçoso - deprimente é o termo.O Twitter veio-lhes facilitar a vida, visto que é o equivalente do urro monossilábico que já pressentíamos escorar a vertente vocabular da prosa rebarbativa e rala – o morse da morsa, o grunhido dos grunhos.
Desampararam a loja e agora imagino-os a povoar, garridos, o palácio das araras – felizes com a fasquia tão baixa, tão baixa, que finalmente não tropeçam mais, ninguém nota nada.
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Quando abriu o CC Colombo eu, que por proximidade geográfica frequentava o CC Amoreiras, senti imediatas e profundas melhoras: a bezugada migrou toda, à moda de Panurgo, e o ambiente nas Amoreiras voltou a ser respirável, sereno, selecto.
Bendito Twitter, bendita selecção natural.
A beatitude collabo: André Zucca

Determinados a provar que Paris sob a ocupação era tão mau como um Campo de Concentração, e que nunca houve colaboração, os franceses «bien pensants» ficaram furiosos com a exposição do fotógrafo pró-nazi André Zucca que provava o contrário. De facto...Domingo, 29 de Março de 2009
On Death (Khalil Gibran)
For what is it to die but to stand naked in the wind
and to melt into the sun?
And what is it to cease breathing,
but to free the breath from its restless tides,
and to melt into the sun?
And what is it to cease breathing,
but to free the breath from its restless tides,
that it may rise and expand and seek God unencumbered?
Genioux, Ginot, Junot
Sábado, 28 de Março de 2009
Manifestantes exigem "as pessoas à frente dos lucros"
Conhecíamos a versão soviética, com a proposta de abolição dos lucros; agora esta significará o quê? Que se quer abolir as sociedades comerciais? Que as pessoas deixam de ser pessoas se andarem «atrás» dos lucros?LER
Sexta-feira, 27 de Março de 2009
Lisboa desaparecida



Quando me falam de Lisboa desaparecida eu penso sempre da Lisboa que desapareceu em mim. Dessa guardo a lembrança de algumas cores deslavadas, muitos cheiros e alguns pregões. E guardo alguns «flashes» da noite, talvez porque eu fosse criança e a noite era a Lisboa que me era vedada, a Lisboa que menos interferiu comigo e por isso permanece mais intacta.É também a Lisboa do luto por aqueles através de cujos olhos fui aprendendo a referenciar-me nela; um luto que também se foi deslavando, esvaíndo, desaparecendo - como tudo.
Cintilações na Grande Noite Estalinista

Quinta-feira, 26 de Março de 2009
Dos pruridos Lusófonos à faena académica; ou, da inutilidade do plágio
Aqui no Claustro ficámos boquiabertos quando soubemos que uma instituição em que pontifica um dos casos mais divulgados de plágio «à moda da casa» adquiriu um programa, o Ephorus, para detectar teses plagiadas: LERO programinha não tem eficácia retroactiva, pois não? Olha que pena, estava a já a visualizar muitas barbas a arder…
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Mas para quê plagiar, se hoje qualquer politécnico e qualquer universidade privada (e cooperativa) acolhe de braços abertos qualquer doutorado em qualquer arena andaluza? (LER).
Para quê, se nesses redondéis se toma alternativa com a lida de um bezerro desmamado, ou seja, com meia folha de couve que não mataria a fome a um grilo, com o alinhavar de duas ou três trivialidades, com a assinatura legível e com a propina paga?
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A clientela estudantil fica mal servida, mas que interessa? O aviário passa a ter um capataz, e a entidade que certificou este capataz fica sabiamente ao abrigo de lhe comprar os frangos (salvo os que evoluem para galinhas poedeiras e vão lá, de pesetas em punho, a perpetuar esta cadeia infinita de títulos académicos «al ajillo»).
Mas para quê plagiar, se hoje qualquer politécnico e qualquer universidade privada (e cooperativa) acolhe de braços abertos qualquer doutorado em qualquer arena andaluza? (LER).
Para quê, se nesses redondéis se toma alternativa com a lida de um bezerro desmamado, ou seja, com meia folha de couve que não mataria a fome a um grilo, com o alinhavar de duas ou três trivialidades, com a assinatura legível e com a propina paga?
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A clientela estudantil fica mal servida, mas que interessa? O aviário passa a ter um capataz, e a entidade que certificou este capataz fica sabiamente ao abrigo de lhe comprar os frangos (salvo os que evoluem para galinhas poedeiras e vão lá, de pesetas em punho, a perpetuar esta cadeia infinita de títulos académicos «al ajillo»).
Quarta-feira, 25 de Março de 2009
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