O novo Ashram minimalista

Sábado, 31 de Janeiro de 2009

Ultramontanos vingam-se dos galicanos (1º round)

O Vaticano rejeita um embaixador de França (Kuhn-Delforge)... porque é gay. Tinha rejeitado o anterior… porque era divorciado. Que mais a seguir? A excomunhão de Sarkozy… porque é divorciado? Ou a excomunhão de Delanoë (o Maire de Paris)… porque é gay?
Os franceses não costumam perdoar coisas destas ao Vaticano. Ficamos ansiosamente à espera do segundo assalto, o contra-ataque galicano (allez, Port-Royal!)

O sorriso mais cativante de sempre no Ashram

June Christy, How High the Moon

Antes que se tornem mausoléus...

Não seria altura de se abolir a regra do silêncio nas bibliotecas? Uma proposta interessante AQUI

Tempo de dúvida socrática

Einstein para Max Born: "We all must from time to time make a sacrifice at the altar of stupidity for the entertainment of the deity and mankind."

Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

Pedreirada em Alcochete

Se o diabo sabe muito não é por ser diabo, é por ser velho. Eu, que para lá caminho (comme tout le monde, d'ailleurs), já vou sabendo umas coisas. Do pouco que tenho ligado ao Caso Freeport tenho retido a repetida alusão a alguns nomes sonantes da Maçonaria – não tanto os que costumam dar a cara, mas os mais operacionais, os verdadeiros homens do terreno e da negociata. Só não vê quem não quer – ou quem seja muito novo, ou queira fazer-se passar por muito novo…

António Maria Pereira, RIP

Conheci-o no ardor de um combate particularmente nobre, e lembro sempre a simplicidade que colocava nas suas causas, fazendo-nos quase esquecer todo o poder e influência de que dispunha. Um grande homem, de uma generosidade tão ampla como discreta – um homem que viveu muito, assistiu a muito, aprendeu muito e muito ensinou.
Deixo-lhe a imagem de uma guarda de honra que ele teria especialmente apreciado, ele que soube com tanta felicidade nobilitar a consciência de uma animalidade que nos religa ao contínuo das espécies e nos integra na harmonia da criação – e no fim nos torna, através dela, ainda mais humanos.

O susto

Numa audiência nas Cortes, aparece o ex-dirigente do Banco de Portugal, António Marta – e eu que não o via há muitos anos tive um susto terrível: minado pela doença, quebrado, quase apagado, praticamente irreconhecível. Por uma associação tétrica, imaginei-o na partida de xadrez de O Sétimo Selo.

Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

Segredos do prêt-à-porter


Tudo AQUI

Na frente política: às compras com os Mugabes

Em Hong-Kong gastaram só 90 mil dólares, e, quiçá com inveja dos padres da Flórida (ver infra), os Mugabes ainda descarregaram a fúria sobre um fotógrafo.
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Na frente religiosa: Yes We Can(-Can)

Dois padres católicos na Flórida acusados de «desviar» 800 mil dólares da caixa das esmolas – e gastá-lo em Las Vegas e outros locais de culto (os donos dos casinos e as coristas também são criaturas de Deus, um dos padres terá alegado…)
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Para resolver os problemas das entradas em Lisboa (a/c Santana Lopes)

Na frente religiosa: porrada nelas!

O Imam Samir Abu Hamza é o mais recente defensor do velho provérbio "tu podes não saber por que razão lhe bates, ela sabe por que é que apanha". Que monte de sarilhos, diria o nosso Patriarca!
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Na frente religiosa: para excomungar Obama

Começa a entornar-se o caldo entre o Vaticano e o «boy wonder» de Washington D.C. – por causa do aborto, what else?
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Ricardo Montalbán, RIP

Umas braçadas na floresta (para curar uma enxaqueca)


Algures em Madrid



(Madrid me mata...)

Cromos: recordações da minha infância politicamente incorrecta

Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Um novo sentido de objecção de consciência

Um cozinheiro da polícia inglesa, dada a sua fé muçulmana, recusa-se a servir bacon e salsichas aos camaradas.
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Red Wind

Quando o bezerro de ouro não responde, lembram-se de Deus

Desesperados, os idólatras da «massa» redescobrem um novo «produto estruturado», a fé.
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Aqui no Ashram já temos uma cela pronta para o «mendicante» Berardo...

Um tesouro incalculável

O Codex Sinaiticus, acessível AQUI

Song of Sand

Only in USA

Descobre-se, nos States, que a impreparação dos adolescentes para o ensino superior se agrava. Felizmente que o fenómeno não chegou a Portugal.
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Terrorismo: um caso verídico

Há uns anos, uma pacifista encartada resolveu insurgir-se contra a vizinhança. Especificamente, alegava que o facto de os vizinhos de cima usarem sapatos lhe causava as maiores perturbações e lhe comprometia a preciosíssima concentração (literária, julga-se). Entre os vizinhos de cima havia crianças, mas ela, exasperando-se (diz quem viu) insistia não querer saber – e, fora de si, ameaçava que, ou se fazia de imediato silêncio, ou acabava tudo na esquadra e no tribunal. Contaram-me que o prédio todo se ergueu num clamor de protesto e só por isso a dita pacifista meteu a viola no saco.
Para meu espanto, leio agora que a mesma preclara senhora entende que o Hamas não é um grupo terrorista.
Pereira de Moura, onde andas tu com as tuas definições lapidares? Não poderias tu, ao menos, ter legado aos vindouros uma definição de «terrorismo»? É que assim reina a confusão!
Vamos ver se nos entendemos: andar calçado em casa não é tolerável – ao menos quando há vizinhos em baixo. Lançar rockets na direcção geral de populações civis e ameaçá-las de extermínio já é tolerável. Talvez devamos, portanto, reservar apenas para a primeira das situações o epíteto de «terrorismo».
E assim anda o nosso pacifismo.

ZEN: Kyoto ao som de Jan Garbarek

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

Um momento de tristeza

Partiu ontem.
Foi ele quem me ensinou a ler e a escrever, e entre muitas outras coisas incutiu-me, pelo exemplo, a noção de que existe uma firmeza na bondade, e uma irradiação criativa nas coisas mais simples.
Reencontrei-o depois de um hiato de décadas, mas o tempo tinha feito já os seus estragos: não foi bem um reencontro.
Partiu, e é uma das principais amarras da minha meninice que se quebra.
Há um peculiar sentido de perda quando morrem aqueles que estimamos e admiramos genuinamente.

Chaconne (JS Bach)

Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

Chusseau-Flaviens e Santa Clara-a-Nova





Cá está a prova: se compararmos as fotos tiradas por Chusseau-Flaviens no mesmo local, há mais uma que mostra o torreão de Santa Clara-a-Nova, e até o muro que, saindo de um anexo, desce a encosta perpendicularmente ao rio: o mesmo muro que se vê no fotografia aérea cá em baixo. Passaram cem anos, algumas coisas ficaram inalteradas.

Chusseau-Flaviens no Mondego

O Confrade BIC_LARANJA lançou o irresistível repto de identificarmos a casa no canto esquerdo. Tive o palpite de que se tratava do canto de Santa Clara-a-Nova, vista da outra margem do Mondego. Não me enganei (seguem acima mais provas).

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