Le temps retrouvé (merci!)
O novo Ashram minimalista
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
O melhor de 2008: 2
Vinda do fundo dos tempos, por pura magia tecnológica, uma perambulação sinestésica pela minha própria adolescência: melhor do que demolhar uma madalena numa taça de chá.
30 anos depois, (Taste) Brown Sugar
Há quase 30 anos, a minha música favorita no 2001 era o «Brown Sugar», não o dos Rolling Stones mas o de John Mayall, numa versão muito especial. Nunca pensei muito nisso na época (podia ter perguntado aos DJs), mas volta e meia, desde então, lembrava-me daquela espectacular versão e não conseguia encontrá-la - a versão original de John Mayall era muito simplesmente demasiado «mellow». e não encontrava nenhuma segunda versão atribuível ao mesmo John Mayall.Ontem lembrei-me de novo e, graças às possibilidades milagrosas da internet, descobri que a tal versão de «Brown Sugar» não é de John Mayall, mas sim um talentosíssimo (e irresistível) cover de Eric Quincy Tate, do álbum Drinking Man's Friend (capa supra). Por milagre consegui fazer um download e agora ando deliciado a ouvir incessantemente essa velha glória do southern rock.
Desfeito um equívoco de 30 anos: é obra!
Ventos de guerra
«O mundo árabe irá cerrar fileiras em torno das imagens atrozes que a Al-Jazira irá emitir de Gaza e o tribunal da opinião pública mundial apressar-se-á a acusar Israel de crimes de guerra. Este é o mesmo tribunal da opinião pública que se mantém insensível perante o bombardeamento sistemático das povoações de Israel.»«Vai haver muita pressão sobre Israel pedindo-lhe contenção. Mas não vai haver nenhuma pressão semelhante sobre o Hamas, porque não existe ninguém para os pressionar e porque já não há praticamente nada que possa ser usado para os pressionar. Israel é um país; o Hamas é um gang.»
«Os cálculos do Hamas são simples, cínicos e pérfidos: se morrerem israelitas inocentes, isso é bom; se morrerem palestinianos inocentes, é ainda melhor. Israel deve agir sabiamente contra esta posição e não responder irreflectidamente, no calor da acção.»
Amos Oz
Acontece aos melhores...
- “Il se leva debout” (Hugo, Les Misérables)
- “Je dirai qu’une femme ne doit jamais écrire que des oeuvres posthumes à publier après sa mort” (Stendhal, De l’amour)
- “Jamais les larmes de mon ami n’arroseront le noeud qui doit nous unir” (Rousseau, La Nouvelle Héloïse)
- “Quatre mille Arabes couraient derrière (un chameau), pieds nus, gesticulant, riant comme des fous, et faisaient luire au soleil six cents mille dents blanches (Daudet, Tartarin de Tarascon)
- “D’une main il leva son poignard, et de l’autre il lui dit…”(Ponson du Terrail)
- “Je m’en vais mettre les fers au feu pour tirer les vers du nez de Mme Barbançon afin de voir ce qu’elle a dans le ventre ! “(Eugène Sue, Les Sept pêchés capitaux)
- “Ah ! dit Don Manoel en portugais…” (Dumas, Le Collier de la reine)
- “Oui, oui, nous partons, dit Pierre, qui se détourna, cherchant son chapeau, pour s’essuyer les yeux.” (Zola, Lourdes)
- “Je dirai qu’une femme ne doit jamais écrire que des oeuvres posthumes à publier après sa mort” (Stendhal, De l’amour)
- “Jamais les larmes de mon ami n’arroseront le noeud qui doit nous unir” (Rousseau, La Nouvelle Héloïse)
- “Quatre mille Arabes couraient derrière (un chameau), pieds nus, gesticulant, riant comme des fous, et faisaient luire au soleil six cents mille dents blanches (Daudet, Tartarin de Tarascon)
- “D’une main il leva son poignard, et de l’autre il lui dit…”(Ponson du Terrail)
- “Je m’en vais mettre les fers au feu pour tirer les vers du nez de Mme Barbançon afin de voir ce qu’elle a dans le ventre ! “(Eugène Sue, Les Sept pêchés capitaux)
- “Ah ! dit Don Manoel en portugais…” (Dumas, Le Collier de la reine)
- “Oui, oui, nous partons, dit Pierre, qui se détourna, cherchant son chapeau, pour s’essuyer les yeux.” (Zola, Lourdes)
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Independência para os Açores, JÁ!
Azar o dos açorianos: fossem eles de raça negra e tínhamos-lhes reconhecido a independência em 1975. Os seus representantes teriam as mãos livres para roubarem e oprimirem os autóctones, e seriam mesmo assim recebidos euforicamente por cá, e dar-lhes-íamos sociedade nos nossos melhores bancos. Haveria por cá uma embaixada e um consulado dos Açores, e preencheríamos felizes os papéis para obtermos visto de entrada em cada uma das ilhas. Assim, à falta disso, os ilhéus são obrigados a andar amarrados a uma metrópole que julga poder dar-lhes ordens só porque os alimenta e os autorizou a atapetarem o território com vacas.Eu, que sou um dos poucos não-racistas que restam aqui neste recanto da península, solenemente afirmo que devemos reconhecer os ímpetos independentistas daquela gente de raça branca que não tem culpa nenhuma disso, e emendar por esta via uma injustiça perpetrada, por puro racismo, há 33 anos. Não os discriminemos em relação às demais ilhas atlânticas a quem reconhecemos a independência – os açorianos não são menos do que os outros, temos que lhes dar, também a eles, uma chance de serem oprimidos.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Prémio Rip Van Winkle: demorou 20 anos (ou mais) a acordar
Lobo Antunes acha que os livros em Portugal são "indecentemente caros" (LER)Onde é que ele andou estes últimos 20 anos (pelo menos?)
Outro que vai ser devorado por canibais antes de chegar ao destino...
Câmaras recusam pagar Internet do “Magalhães”. O Governo queria dividir a despesa, mas as autarquias recusam-se a pagar. (LER)
"Ao que tudo indica, os valores vão ter de sair do Orçamento de Estado", conclui a notícia.
Oooops! Canibais à vista!
Regressa, Jean-Jacques Rousseau!
Em declarações à ‘Rádio Renascença’, Pinto Monteiro considerou que, fruto da conjugação dos dois fenómenos que mais o preocupam, o desemprego e a exclusão social, “a criminalidade violenta, que é aquela que pode atingir qualquer cidadão indistintamente, está a aumentar no mundo e também vai aumentar em Portugal”. (LER )É, a culpa é da sociedade...
domingo, 28 de dezembro de 2008
Fujamos (1)
1. Explora en Patagonia, Torres del Paine National Park, Chilehttp://www.explora.com/patagonia_theplace.php
sábado, 27 de dezembro de 2008
O ano BCP
Que surpresas nos reserva o BCP para 2009? Um kit sado-maso para novos depositantes?
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Passagem de Ano na Madeira Virtual (as maravilhas do FSX – Aerosoft)
(Ver em High Quality: tudo isto para me auto-convencer a comprar um computador mais potente)
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
O Pipas
Tenho nas minhas memórias algo que, de certo modo, é o preciso oposto, uma figura que atravessa com um colorido alegre essas distâncias obscurecidas do meu passado.
Reencontrei-o ontem num livro no qual se dizia que, sendo filho (e homónimo) do pioneiro do surf em Portugal, foi também ele um surfista emérito, um inovador, um homem da vanguarda técnica disposto a assumir todos os riscos das grandes ondas.
Conheci-o antes disso, mas, decerto já por influência do pai - percebo-o agora -, ele era a pessoa mais invulgar que andava no meu meio: tinha um penteado desafiador (no livro aparece um penteado mais radical ainda), vestia-se com roupa que não havia cá, parecia não ligar muito aos interesses comuns dos da sua idade e sentíamos que venerava uns deuses estranhos, nómadas, de nome evocativo.
No livro diz-se que já era conhecido na altura como o «Kid» porque acompanhava o pai em devaneios e desvarios do pioneirismo surfista.
Mas o que mais lembro desse contacto fugaz é que era profundamente carismático, parecia que transportava com ele o Sol, o sal e o vento, o sorriso permanente de um hedonista congénito, o passo leve de um aventureiro - uns laivos de flower power e de beautiful people que eram absolutamente exóticos por cá, uns laivos de extra-terreste.
Nunca mais soube nada do Pedro Lima, mas nunca o esqueci: reencontro-o agora no livro reencarnado como o lendário surfista «Pipas», um campeão dos anos 70 que mantém alguma actividade no desporto. Imagino-o ainda com o mesmo sorriso irónico e com a mesma indolência vagamente arrogante rompendo sob a melena oxigenada com «wax», e, na neblina cada vez mais fria das minhas memórias, vejo-o transportando sempre consigo um feixe compacto, carismático, invariavelmente tórrido, de Sol de Verão.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
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