O novo Ashram minimalista

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Porque é que os políticos se eternizam no poder (twitter wisdom)

da política portuguesa e mundial: aquele que rouba o Pedro para dar ao Paulo pode sempre contar com o apoio do Paulo (acho que esta é do George Bernard Shaw).

A magia de Paul Dex Busy






Devaneio Pessoano Cistagano


sábado, 27 de fevereiro de 2010

Teodiceia


Depois do horror de um terramoto 800 vezes mais intenso do que o do Haiti, os chilenos vão ter a oportunidade de demonstrar porque é que são justamente considerados o povo mais civilizado da América Latina, e um dos mais organizados e empreendedores do mundo.
(Na foto, Concepción, hoje)

Na morte de Inocêncio Galvão Teles


Inocêncio Galvão Teles foi meu professor em circunstâncias muito peculiares, e deve ter sido isso que me impediu de ver nele o brilho que outros lhe reconheciam: pareceu-me demasiado simplificador e superficial em assuntos que se me afiguravam, e afiguram ainda, merecedores de um pouco mais do que de meras certezas dogmáticas. Mais ainda, quando o conheci considerava-me um cultor da «Direita dos Valores», e ele era um ornamento inequívoco da «Direita dos Interesses», a precursora dos «sempre-em-pé» que hoje vemos acotovelarem-se no «centrão». Perturbava-me que um homem que tanto devia ao Antigo Regime andasse em conúbios, uns duvidosos e outros claramente censuráveis, com alguns dos artilheiros da esquerda ululante que à época se arvorava em ditadura (a falta de solidariedade com algumas das vítimas do PREC é uma mancha curricular indelével). Por fim, havia aquela gestão peculiaríssima das conexões familiares, com a prole a ocupar meticulosamente todas as tonalidades do espectro, de modo a haver sempre alguém bem posicionado face aos ventos dominantes.
Enfim, paz à sua alma: um bom professor, um patriota, mas um dos derradeiros símbolos da pior face da direita situacionista.

O "Tubarão Rangel" enfrenta o "Polvo de Face Oculta". O PSD está de parabéns, vai ser grandioso!


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Wiblingen (Ulm), Praga & St. Florian (Áustria)




Fermé pour cause de sentiments différents (devaneios na Abadia de St. Gallen)


Como Matar Dissidentes: Teoria e Prática (Cubana)



Hoje tinha isto na minha caixa de correio:

"Atentamente
Del 5 al 9 de Julio de este año 2010, se desarrollara en el Hotel Nacional, ubicado en La Habana, Cuba, el Evento VI ESCUELA DE VERANO DE LA HABANA SOBRE TEMAS PENALES CONTEMPORÁNEOS, le estamos invitando a participar y para ello estamos enviando adjunto la oferta que como receptivos oficiales hemos preparado de conjunto al Comité Organizador y que esperamos sea de su interés.
Cualquier solicitud o duda no deje de contactarnos que estamos a su entera disposición
Lic. Niurka Remedios Ballesteros
Especialista Comercial, OP Eventos
Sucursal Eventos e Incentivos
Agencia Viajes Cubanacan"

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A Cara do Rei Tut: ou, os novos horrores da morte




Do respeito que Howard Carter demonstrou pela «múmia maldita» até à sua reconstrução electrónica como um metrossexual - um mundo de diferenças. Pobre Tut!
(a/c Consoror Charlotte)

Maverick's, ainda este mês



domingo, 21 de fevereiro de 2010

Novíssima defesa do infanticídio



Hoje de manhã, na TV, uma ilustre romancista (Patrícia Reis, se não me engano) opinava sobre o mundo e a vida, com a ligeireza de qualquer romancista que se preza.
Por um crescendo de ousadias avança para atacar a manifestação contra o casamento gay, culminando com o alvitre de que é errado censurar-se a homossexualidade, porque ela ocorre na natureza, sendo que até nos animais ela é observada.
Boa, ilustre romancista!
Tenho uma dúvida: é sabido que os leões tentam matar as crias para despertarem o cio nas fêmeas. Como se trata de fenómeno natural, observado em mamíferos como nós, entende a preclara romancista que se legitima que a nossa espécie recorra ao infanticídio como afrodisíaco?

A magia de Glennray Tutor





Mafra, Escorial, Angélica (Roma), Salamanca


Jóias franco-argentinas: Galliano no Libertango


Jóias francesas: Rue Lepic

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Em Paris





(de cima para baixo: Bibliothèque Nationale [2 X], Sainte Geneviève e Bibliothèque du Sénat)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Assessores e blogues – um casamento abençoado



Anda por aí um sururu com o facto de assessores do Governo, no seu tempo de serviço, dentro do "horário de expediente" (designação patusca...), terem andado a escrever em blogues sabujos, em exercícios salamalequeiros de mercenarismo doutrinário.
Pois eu tenho que aplaudir essa circunstância, que se me afigura não apenas justificável, como até eminentemente louvável.
Nada é mais prejudicial aos interesses da República do que o trabalho habitual desses assessores: devem-se-lhes não apenas legiões sobre legiões de abortos jurídicos, mas ainda o torrencial de favoritismo burocratizado que em Portugal dá pelo nome de "Administração Pública" (uma anedota já nos tempos em que Marcelo Caetano tentou glorificar esses boçais "pen-pushers" com uma teorização em torno da respectiva actividade).
De cada vez que me dizem que um assessor do Governo está a trabalhar nas tarefas que oficialmente lhe estão cometidas, benzo-me: já sei que todo o tipo de lixo legislativo e regulamentar há-de sair daquelas remontas de cabeças ebúrneas, todo o género de trapalhada, toda a inutilidade que só pode verdadeiramente nascer de uma genuína dedicação burocrática à "coisa pública". Deve ser por lapso que no léxico jurídico aparece a designação "portaria" em vez de "porcaria" (sem ofensa aos recos).
O zumbido e o ronco chafurdeiro em torno do monturo só verdadeiramente se interrompe com intervalos e distracções nessa incessante actividade coprofágica e copropoiética, razão suficiente para cada assessor dever receber, na tomada de posse, a colecção completa do Cruzadex e 50 puzzles de 5000 peças – podendo assegurar-se que os resultados seriam incomensuravelmente melhores do que são (e decerto menos agressivos ao olfacto).
Há por aí assessores dedicados a blogues? A tempo inteiro? Que maravilha! Todos os assessores de todos os governos, presentes ou futuros, deveriam dedicar-se em exclusivo a essas tarefas. Ao menos os blogues não são imperativos, não procuram interferir connosco sem justificações e com presunções de conhecimento, e deixar de lê-los não nos expõe a coimas – ou pior. Mais ainda, não deixam, do Estado Português, o rasto embaraçoso que designamos por Diário da República.
Ou serei eu que, mais uma vez, estou a ver mal a coisa?

Lucky Strike


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

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