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Quando soube, cá na parvónia, que tinham hasteado uma bandeira monárquica na sede do Município, confesso que instintivamente me ocorreu a velha máxima de Karl Marx de que a História se dá como tragédia e depois se repete como comédia. Depois pensei em parafraseá-lo à guisa pós-moderna, ou seja no registo «
português light»: a História é uma jovem encantadora que vimos partir e um dia regressa reincarnada numa matrona carregada de "
lip gloss" – muito mais atrevida, sensualona, mas deprimentemente gaiteira e galhofeira.
Aqui há uns anos fui meia dúzia de vezes a um restaurante chamado
31 da Armada: decoração convidativa, localização muito romântica, mas a comida péssima – uma tragédia. Que bom ver o nome ressuscitar, tantos anos volvidos, no mundo virtual, para designar uma comédia – pesadona, fanada, mas que dá vontade de rir.
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