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Tenho dois argumentos simples: não sou eu que pago as viagens, pelo que os "fringe benefits" me soam, ao menos moralmente, a peculato; e se não houvesse esse prurido moral, haveria ainda o argumento decisivo de que, nesta fase da vida, não tenho oportunidade para viagens pagas do meu bolso, nas quais as "flyer miles" fizessem diferença (por outras palavras, há boas razões para estar por ora suspenso o turismo de longa distância).
Este último argumento, que sugere desperdício, é, sinto-o, aquele que mais enfurece os meus companheiros de viagem; o outro soa-lhes presunçoso e facilmente me encaixam naquelas tiradas "à Francisco Louçã" que, como se se tratasse de acne juvenil, eles esperam que o tempo acabe por resolver.
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