O novo Ashram minimalista

sábado, 13 de novembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Dia do Armistício (e São Martinho)

Oh! you who sleep in Flanders Fields,
Sleep sweet – to rise anew!
We caught the torch you threw
And holding high, we keep the Faith
With All who died.

We cherish, too, the poppy red
That grows on fields where valor led;
It seems to signal to the skies
That blood of heroes never dies,
But lends a lustre to the red
Of the flower that blooms above the dead
In Flanders Fields.

And now the Torch and Poppy Red
We wear in honour of our dead.
Fear not that ye have died for naught;
We’ll teach the lesson that ye wrought
In Flanders Fields.

— Moira Michael

Um génio revisitado: Eric Longsworth * * * * *



Há uns dez anos fazia muita autoestrada à noite, entre Lisboa e Coimbra – e longos trechos na noite eram acompanhados de If Trees Could Fly, de Marc Johnson & Eric Longsworth, um exercício hiperintelectual e descarnado de contrabaixo e violoncelo. No vídeo acima vão duas ou três pepitas do filão extraordinário. Sinto saudades desses momentos surreais de solidão.

Lembranças de Carmel, California

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Tragam a mesa pé-de-galo (ex conimbrigae lux...)

Vital Moreira sugere remodelação nas Finanças. Óbvio, e déjà-vu. Lugar, pois, à voz da "Coimbra Espírita", a convocar uma alminha de outros tempos, a pedir-lhe orientações... LER (que seríamos nós sem estes sebastianistas coimbrões?)

Ouvindo Paredes, pensando em Pessoa


 Outra vez te revejo - Lisboa e Tejo e tudo -


Transeunte inútil de ti e de mim


Estrangeiro aqui como em toda a parte

Teremos sempre Lisboa

sábado, 6 de novembro de 2010

Por cá, entretanto:


Presidente desabafa no Twitter, uma espécie de batucada online. Finalmente um meio adequado à exiguidade do desabafo! Falta agora alguém explicar ao Presidente o que é que se passou no país nos últimos 20 anos –em tão poucos caracteres (dada a exiguidade da atenção).

Por cá, entretanto:


Governante vai à Patagónia encorajar a marinha. E porque não? Ao menos nos dias que lá esteve poupou-nos de fazer bostada por cá (com as minhas desculpas aos habitantes da Patagónia).

Por cá, entretanto:


BCP lidera Portugal na venda à China. E porque não? Não vamos fazer as vezes do pedinte que se dá ao luxo de escolher a esmola, pois não?

O esquerdismo tem outro sabor (e topete) no Brasil

O Brasil nota com preocupação o aumento do número de pessoas vivendo na pobreza nos EUA e a persistente diferença racial”, afirmou a embaixadora do Brasil na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo.

Aí faz Inverno, pá – os tiques cubanos de Chico Buarque


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cool New Yorker




Quem disse que o nosso problema é político?

Há muitos anos, precisamente no início dos anos 70, uma revolução anestesiou-nos relativamente a "choques exógenos" e não nos apercebemos de quão perigosa era a nossa dependência petrolífera. Devíamos ter pensado nisso quando aderimos à União Económica e Monetária e ficámos sem poder de reacção a "choques exógenos assimétricos" (ou seja, a disparidades de vulnerabilidades entre nós e os demais parceiros, todos amarrados a uma política monetária única). Quando há dois anos o preço do petróleo explodiu já era tarde de mais – deixou de ser um problema de política, no sentido de que a política se tornou numa navegação à vista, a curtíssimo prazo. No futuro temos que sair da União Económica e Monetária (logo que nos seja possível) e arranjar um benemérito que nos financie a nossa dependência petrolífera.

No túmulo do sogro de Isabel de Portugal

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Soneto da separação (no posto 6)

De repente do riso fez-se o pranto

Silencioso e branco como a bruma

E das bocas unidas fez-se a espuma

E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento

Que dos olhos desfez a última chama

E da paixão fez-se o pressentimento

E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente

Fez-se de triste o que se fez amante

E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante

Fez-se da vida uma aventura errante

De repente, não mais que de repente.

sábado, 30 de outubro de 2010

Um Tratado de "expansão" tropical (a ver se isto anima...)

Venda de terras

Daqui a alguns dias o mini-latifúndio familiar vai sair da nossa troncalidade ancestral. Era um bom motivo de riso o apego simbólico a essa courela abandonada, e agora há uma ponta de nostalgia de vê-la partir. Tenho por aí umas últimas fotografias, hei-de procurá-las. Pode ser que um dia um descendente remoto volte a reclamar essas terras como solo consagrado, assim como uma reserva de comanches com vista para Verín.

This ain't no Maskbook (mensagem pessoal)

Se houvesse eleições hoje...

Foto tirada do Elevador de Santa Justa (já agora...)

Nós alfacinhas temos o "sentido do grandioso" (para usarmos a expressão queirosiana), e envergamos a sobrepeliz malagridiana de cada vez que chove um pouco mais. Desta vez é a crise financeira que deve estar na base de mais esta desgraça, visto que na novíssima religião só se admitem teodiceias económicas.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Crítica da Razão Prática (Immanuel Kant)


Há duas coisas que me enchem o espírito de crescente admiração e respeito, quanto mais forte e frequentemente a elas se dirige o meu pensamento: o céu estrelado acima de mim e a lei moral em mim.

Zwei Dinge erfüllen das Gemüt mit immer neuer and zunehmenden Bewunderung und Ehrfurcht, je öfter und anhaltender sich das Nachdenken damit beschäftigt: Der bestirnte Himmel über mir, und das moralische Gesetz in mir.

A Terra e a Lua vistas a 183 milhões de Km

Confesso-me um pouco cansado com o vozear de groupies políticas a multiplicarem-se em mimos e subtilezas de subserviência e indignação.
Na crueza mais sincera do mundo real, as "cheerleaders" acabam ao menos na cama com os jogadores de basket. No mundo virtual da política acabam nas baias da engorda, um desfecho inglório e anti-natural.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Regresso ao Ashram


Poeta si nos miraras
En la distancia
Sueña tu sueño del alma

Adeus Brasil

sábado, 23 de outubro de 2010

Para mais tarde recordar



"Enough of theory, now tell us something about Portuguese history", e eu, depois de dias de trabalho pesado, antecedo a visita a Ouro Preto com um jantar a três, com Sam_Peltzman e Ejan_Mackaay. Depois Peltzman delicia-nos com as pequenas histórias de Hayek, de Stigler, de Milton Friedman, dos good ol' days de Chicago. Um paraíso intelectual na noite mineira.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Mais logo

Lá estarei em espírito, a dar aquele abraço entre amigos que, separados pela impossibilidade de se reverem, permanecem amigos perfeitos - irremediavelmente perfeitos.

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