Nós alfacinhas temos o "sentido do grandioso" (para usarmos a expressão queirosiana), e envergamos a sobrepeliz malagridiana de cada vez que chove um pouco mais. Desta vez é a crise financeira que deve estar na base de mais esta desgraça, visto que na novíssima religião só se admitem teodiceias económicas.
O novo Ashram minimalista
sábado, 30 de outubro de 2010
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Crítica da Razão Prática (Immanuel Kant)
Há duas coisas que me enchem o espírito de crescente admiração e respeito, quanto mais forte e frequentemente a elas se dirige o meu pensamento: o céu estrelado acima de mim e a lei moral em mim.
Zwei Dinge erfüllen das Gemüt mit immer neuer and zunehmenden Bewunderung und Ehrfurcht, je öfter und anhaltender sich das Nachdenken damit beschäftigt: Der bestirnte Himmel über mir, und das moralische Gesetz in mir.
A Terra e a Lua vistas a 183 milhões de Km
Confesso-me um pouco cansado com o vozear de groupies políticas a multiplicarem-se em mimos e subtilezas de subserviência e indignação.
Na crueza mais sincera do mundo real, as "cheerleaders" acabam ao menos na cama com os jogadores de basket. No mundo virtual da política acabam nas baias da engorda, um desfecho inglório e anti-natural.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
Para mais tarde recordar
"Enough of theory, now tell us something about Portuguese history", e eu, depois de dias de trabalho pesado, antecedo a visita a Ouro Preto com um jantar a três, com Sam_Peltzman e Ejan_Mackaay. Depois Peltzman delicia-nos com as pequenas histórias de Hayek, de Stigler, de Milton Friedman, dos good ol' days de Chicago. Um paraíso intelectual na noite mineira.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Mais logo
Lá estarei em espírito, a dar aquele abraço entre amigos que, separados pela impossibilidade de se reverem, permanecem amigos perfeitos - irremediavelmente perfeitos.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Para longe, para longe, para o futuro
Vou estar por uns tempos na terra que enriquece a um ritmo muito mais rápido do que aquele a que nós próprios (cá na terrinha, pá) conseguimos empobrecer. Vai-me fazer bem, estar com aquela gente que já só fala do futuro, que só confia no futuro
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Merengue para Vargas Llosa
Como já foi tudo dito pelos "experts", resta esta pequena oferta para comemoração de um Prémio Nobel da Literatura que, por ser desnecessário para o galardoado, por uma vez é justo.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Uma dádiva
Há umas semanas, uma conversa pachorrenta em Georgetown subitamente iluminou-se com a revelação de uma Prof.a americana, de que tinha ido em romagem ao Père-Lachaise ver o túmulo de Michel Petrucciani.
Arrancámos numa apaixonada discussão do repertório de Petrucciani, uma fugaz dádiva dos deuses a este mundo de gente mais saudável mas menos interessante.
Lembro-o aqui, "voando baixinho" atrás da voz de Aznavour – uma combinação irresistível.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
XXXXL
Num tom mais confessional do que devia permitir-me, revelo que um complexo me foi acompanhando desde os tempos de criança. De vez em quando consolava-me com a ideia (não muito convicta) de que podia ser tomado por sinal de inteligência.
E de súbito passo por um SITE com um anúncio bem lisonjeiro. Pronto, fico mais consolado – ri-me de pensar que estou na categoria dos extraordinários, ou seja, para lá do homem moderno!
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
100 anos
Lembro-me de em miúdo ouvir relatos de velhotes que ainda se lembravam de assistir ao embarque da Familia Real na Ericeira, e de aquilo me ter impressionado.
100 anos permitem apagar o ambiente de escândalo que precedeu a fuga, e agora não há monárquico que não capitalize na ignorância colectiva que a distância de 100 anos propicia.
Isto está mau, é sabido. Não estava melhor há 100 anos.
Champalimaud Centre for the Unknown
Mais um aborto arquitectónico a querer medir-se com a Torre de Belém, atravancando-a agora pelo lado poente.
Espera-se que a hubris arquitectónica (e o ridículo do título) tenha o merecido castigo, e que um Tollan qualquer encalhe ali mesmo no dia da inauguração.
Parece que custou 100 milhões de euros, mas nada o distingue do Casino de Vilamoura, talvez cruzado com uma clínica de ortodôncia e com uns laivos de Junta de Freguesia de Avintes. Ficava melhor junto do repuxo de Paço de Arcos, outro exemplo de elegância e de integração paisagística.
Em todo o caso, se a ideia era acudir aos desvalidos, 100 milhões já lá vão: não consigo imaginar nada de mais impúdico, e de menos cristão, do que esta ostentação em nome da caridade.
sábado, 2 de outubro de 2010
Um sobressalto
Depois de uma fugaz aparição pública, um telefonema «bouleversant» – e eu, suspenso na estupefacção, supreendi-me depois a trautear esta canção lamecha de Charles Aznavour. Às vezes a vida imita a arte, e a essa voz «revenante» do fundo dos tempos, de decénios de silêncio, deveria ter-me limitado a dizer que nada foi esquecido: nada.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
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