O novo Ashram minimalista
sábado, 27 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Como Matar Dissidentes: Teoria e Prática (Cubana)
Hoje tinha isto na minha caixa de correio:
"Atentamente
Del 5 al 9 de Julio de este año 2010, se desarrollara en el Hotel Nacional, ubicado en La Habana, Cuba, el Evento VI ESCUELA DE VERANO DE LA HABANA SOBRE TEMAS PENALES CONTEMPORÁNEOS, le estamos invitando a participar y para ello estamos enviando adjunto la oferta que como receptivos oficiales hemos preparado de conjunto al Comité Organizador y que esperamos sea de su interés.
Cualquier solicitud o duda no deje de contactarnos que estamos a su entera disposición
Lic. Niurka Remedios Ballesteros
Especialista Comercial, OP Eventos
Sucursal Eventos e Incentivos
Agencia Viajes Cubanacan"
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
A Cara do Rei Tut: ou, os novos horrores da morte
Do respeito que Howard Carter demonstrou pela «múmia maldita» até à sua reconstrução electrónica como um metrossexual - um mundo de diferenças. Pobre Tut!
(a/c Consoror Charlotte)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Novíssima defesa do infanticídio
Hoje de manhã, na TV, uma ilustre romancista (Patrícia Reis, se não me engano) opinava sobre o mundo e a vida, com a ligeireza de qualquer romancista que se preza.
Por um crescendo de ousadias avança para atacar a manifestação contra o casamento gay, culminando com o alvitre de que é errado censurar-se a homossexualidade, porque ela ocorre na natureza, sendo que até nos animais ela é observada.
Boa, ilustre romancista!
Tenho uma dúvida: é sabido que os leões tentam matar as crias para despertarem o cio nas fêmeas. Como se trata de fenómeno natural, observado em mamíferos como nós, entende a preclara romancista que se legitima que a nossa espécie recorra ao infanticídio como afrodisíaco?
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Assessores e blogues – um casamento abençoado
Anda por aí um sururu com o facto de assessores do Governo, no seu tempo de serviço, dentro do "horário de expediente" (designação patusca...), terem andado a escrever em blogues sabujos, em exercícios salamalequeiros de mercenarismo doutrinário.
Pois eu tenho que aplaudir essa circunstância, que se me afigura não apenas justificável, como até eminentemente louvável.
Nada é mais prejudicial aos interesses da República do que o trabalho habitual desses assessores: devem-se-lhes não apenas legiões sobre legiões de abortos jurídicos, mas ainda o torrencial de favoritismo burocratizado que em Portugal dá pelo nome de "Administração Pública" (uma anedota já nos tempos em que Marcelo Caetano tentou glorificar esses boçais "pen-pushers" com uma teorização em torno da respectiva actividade).
De cada vez que me dizem que um assessor do Governo está a trabalhar nas tarefas que oficialmente lhe estão cometidas, benzo-me: já sei que todo o tipo de lixo legislativo e regulamentar há-de sair daquelas remontas de cabeças ebúrneas, todo o género de trapalhada, toda a inutilidade que só pode verdadeiramente nascer de uma genuína dedicação burocrática à "coisa pública". Deve ser por lapso que no léxico jurídico aparece a designação "portaria" em vez de "porcaria" (sem ofensa aos recos).
O zumbido e o ronco chafurdeiro em torno do monturo só verdadeiramente se interrompe com intervalos e distracções nessa incessante actividade coprofágica e copropoiética, razão suficiente para cada assessor dever receber, na tomada de posse, a colecção completa do Cruzadex e 50 puzzles de 5000 peças – podendo assegurar-se que os resultados seriam incomensuravelmente melhores do que são (e decerto menos agressivos ao olfacto).
O zumbido e o ronco chafurdeiro em torno do monturo só verdadeiramente se interrompe com intervalos e distracções nessa incessante actividade coprofágica e copropoiética, razão suficiente para cada assessor dever receber, na tomada de posse, a colecção completa do Cruzadex e 50 puzzles de 5000 peças – podendo assegurar-se que os resultados seriam incomensuravelmente melhores do que são (e decerto menos agressivos ao olfacto).
Há por aí assessores dedicados a blogues? A tempo inteiro? Que maravilha! Todos os assessores de todos os governos, presentes ou futuros, deveriam dedicar-se em exclusivo a essas tarefas. Ao menos os blogues não são imperativos, não procuram interferir connosco sem justificações e com presunções de conhecimento, e deixar de lê-los não nos expõe a coimas – ou pior. Mais ainda, não deixam, do Estado Português, o rasto embaraçoso que designamos por Diário da República.
Ou serei eu que, mais uma vez, estou a ver mal a coisa?
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
sábado, 13 de fevereiro de 2010
A Cicuta na Fariseia
Os opinion-makers portugueses tomam-se a sério, e aparentemente abafam na hipérbole a sua incapacidade tanto para a ironia como para o distanciamento histórico e crítico. Agora andam de cabeça perdida porque apanharam políticos e apaniguados em jogos de poder (jogos de poder que normalmente incluem o silenciamento, mais ou menos civilizado, mais ou menos dialéctico, de adversários).
Era suposto esses políticos e apaniguados nada fazerem? Prestarem-se a ser bombos de festa? Aturarem as indignidades de mercenários da comunicação social?
Não quero ser mal interpretado: a camarilha socialista é uma desgraça para o país, mas isso sabia-se perfeitamente antes de eles chegarem ao poder e mais ainda quando se lhes renovou o poder, e não carecia de provas, boas ou más, facto público e notório que era.
Nada disso justifica, pois, o farisaísmo de se condenar políticos e apaniguados por fazerem a única coisa que sabem fazer: jogos de poder.
Melhor: como teríamos nós políticos e apaniguados, se assim não fosse, se os não deixássemos cultivar a sua natureza?
Era como se lamentássemos a quebra demográfica, aplaudíssemos todos os esforços para contrariá-la, mas depois viéssemos, aos gritinhos púdicos, protestar a nossa indignação pela descoberta de que a expansão demográfica se faz com o incremento da actividade sexual! Aí se perguntaria: Queriam mais crianças como? De que outro modo?
Neste país de fariseus parece que acabámos de descobrir que políticos e apaniguados gostam de mandar e gostam de vencer adversários - mesmo quando se inibem de os mandar prender ou matar.
Imagino o que este país de fariseus fará e dirá quando, deitando por terra as suas vendas e as suas mentirinhas convencionais, tiver que reconhecer que, em países livres, não há verdadeira alternativa a esta forma suja, contaminada, degradante, de fazer política.
Imagino que este país de fariseus prefira então, como tantas vezes tem preferido no passado, o equivalente político da procriação sem sexo, uma forma não-contaminada de políticos e apaniguados muito puros e seráficos manterem as aparências, o torpor e as mentirinhas, a troco de uma sempre fácil renúncia à liberdade.
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