O Rei deposto a receber, em 1911, a Ordem da Jarreteira - acompanhado do futuro Eduardo VIII
O novo Ashram minimalista
domingo, 27 de dezembro de 2009
sábado, 26 de dezembro de 2009
O Ultra-Nacionalista Mourinho ao ataque
O "special one" Mourinho é homem de elevado QI. Depois de ter revelado que tenciona acabar a sua carreira como Seleccionador Nacional, declarou recentemente que quando lá chegar não admitirá jogadores naturalizados. Isso, já se vê, aumenta imensamente as hipóteses de lá chegar – a menos que esteja disposto a um daqueles golpes de rins soarengos-socretinos que permitem desmentir tudo oportunamente, apostando na curta memória da grei.
Há ainda três outras hipóteses, igualmente prováveis:
a) quando Mourinho chegar a Seleccionador o país é governado pelo PNR, e já não há estrangeiros cá, futebolistas ou não;
b) a mão-de-obra indígena começa a fornecer com abundância genuínos talentos para a canelada;
c) o "special one" vai viver duas vezes
Deixo de parte a hipótese de as galinhas voltarem a ter dentes e de as vacas tossirem.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
As razões insondáveis para o heroísmo
Lembro-me de que uma das crónicas que mais me impressionou até hoje apareceu, pela pena de Roger Rosenblatt, na TIME de 25 de Janeiro de 1982, com o título "The Man in the Water".
É uma crónica relativa às imagens televisivas de um desastre aéreo ocorrido em 13 de Janeiro de 1982 em Washington DC (LER), nas quais se via claramente um passageiro a ajudar ao salvamento de outros das águas geladas do Rio Potomac até ele próprio desaparecer afogado.
Transcrevo os parágrafos finais:
"For at some moment in the water he must have realized that he would not live if he continued to hand over the rope and ring to others. He had to know it, no matter how gradual the effect of the cold. In his judgment he had no choice. When the helicopter took off with what was to be the last survivor, he watched everything in the world move away from him, and he deliberately let it happen.
Yet there was something else about the man that kept our thoughts on him, and which keeps our thoughts on him still. He was there, in the essential, classic circumstance. Man in nature. The man in the water. For its part, nature cared nothing about the five passengers. Our man, on the other hand, cared totally. So the timeless battle commenced in the Potomac. For as long as that man could last, they went at each other, nature and man; the one making no distinctions of good and evil, acting on no principles, offering no lifelines; the other acting wholly on distinctions, principles and, one supposes, on faith.
Since it was he who lost the fight, we ought to come again to the conclusion that people are powerless in the world. In reality, we believe the reverse, and it takes the act of the man in the water to remind us of our true feelings in this matter. It is not to say that everyone would have acted as he did, or as Usher, Windsor and Skutnik. Yet whatever moved these men to challenge death on behalf of their fellows is not peculiar to them. Everyone feels the possibility in himself. That is the abiding wonder of the story. That is why we would not let go of it. If the man in the water gave a lifeline to the people gasping for survival, he was likewise giving a lifeline to those who observed him.
The odd thing is that we do not even really believe that the man in the water lost his fight. "Everything in Nature contains all the powers of Nature," said Emerson. Exactly. So the man in the water had his own natural powers. He could not make ice storms, or freeze the water until it froze the blood. But he could hand life over to a stranger, and that is a power of nature too. The man in the water pitted himself against an implacable, impersonal enemy; he fought it with charity; and he held it to a standoff. He was the best we can do."
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Cumprimentos de circunstância
Na impossibilidade de responder pessoalmente a todas as amabilidades, aqui vai um cartão bem caprichado (noblesse oblige). Com um salamaleque a disfarçar mágoas, J.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Ainda Pio XII
Com muito gosto desfaço dúvidas. O primeiro livro que me veio à mão de muitos que posso citar (John Cornwell, Hitler's Pope) tem a referência clara na p. 159, e a ela acrescento uma pertinente observação a pp. 317-318 (já sei o que vão contra-argumentar: não vale a pena, não vou perder mais tempo).
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Quem tem ZON
Anda aí à solta uma grande empresária, Sra. Isabel dos Santos, a comprar tudo o que é participação social em grandes empresas portuguesas – depois de, ao que consta, ter gasto uns trocos em latifúndios e em apartamentos de luxo.
A mais recente foi a ZON.
Diz-se que no pacote promocional da ZON passa a constar um DVD com o filme "Diamantes de Sangue", oferecido a todos os novos subscritores.
Negócios Pios
Agora que o Vaticano se prepara para canonizar um Papa que se permitiu ter tiradas anti-semitas ainda depois de conhecida a perseguição nazi aos judeus (não, não foi apenas o caso de não ter feito nada…), ficamos também a saber que chegou a haver planos de o trazer para Portugal. (LER)
Por castigo, deveriam ter-lhe arranjado uma courela em Vale de Judeus ou um T1+1 no Monte Abraão.
Um dia nas corridas (2)
Quando questionada sobre o sucesso do seu trabalho, a bailarina e coreógrafa Martha Graham respondeu que "There is no satisfaction whatever at any time. There is only a queer, divine dissatisfaction; a blessed unrest that keeps us marching and makes us more alive than the others".
Um dia nas corridas (1)
"Words ought to be a little wild, for they are the assault of thoughts on the unthinking" (John Maynard Keynes)
domingo, 20 de dezembro de 2009
Berlusconi
"Um pouco de deontologia, gentes! (LER)
Que se deteste um político, acho normal e até salutar; que se passe à acção, ou se incite à acção, com base nesse ódio, é coisa totalmente diferente, e moralmente reprovável em todas as circunstâncias.
Por mim, sou defensor do tiranicídio – a deposição ou eliminação dos tiranos quando se esgotaram os meios de removê-los, e a população ganha o direito de se defender pela força contra a força do tirano: o estado de necessidade, a ausência de alternativas, excepcionalmente legitimam esse meio pelas consequências de usá-lo ou deixar de o usar.
Nada disso estava em causa num país que democraticamente elege e reelege um político particularmente detestável.
Que um inimputável agrida, é moralmente neutro; que um não-inimputável aplauda o gesto é algo de moralmente abjecto. Deontologicamente, é até algo de definidor do carácter do não-inimputável."
sábado, 19 de dezembro de 2009
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