O novo Ashram minimalista

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Soirée musical: Erbarme dich (J.S. Bach)

Soirée musical: Stabat Mater (Pergolesi)

Soirée musical: He was despised (G.F. Handel)

Soirée musical: o mistério da devoção

Quando me interrogo sobre o que é que mais me comove na música, surpreendo-me sempre a responder que são os momentos de mais intenso e explícito fervor religioso. Há pouco tempo respondi a uns amigos que eram dois trechos, um de Handel e outro de Bach. Esqueci-me de Pergolesi. E assim, numa espécie de strip-tease sentimental, ficam revelados aqueles que são para mim os três momentos mais comovedores da história da música (se ainda tivesse que classificá-los, arriscaria: 1º Bach, 2º Pergolesi, 3º Handel).
Eu sei que o fervor religioso não é isento de perigos. Mas sem ele nunca se teria chegado a estes píncaros do sublime.

A gente vai continuar

Do Ashram ao Carmelo

Teresa de Lisieux era uma carmelita muito especial: em vez de renunciar a tudo dizia não querer renunciar a nada. Essa estranha e irracional disposição era o motor central da sua alegria, e diz-se que é o que terá feito transparecer o seu heroísmo moral.
Confesso que ainda hoje me custa a perceber o que há de santidade nessa sofreguidão moral – habituado que estou a exaltar a alternativa mais austera e racionalizável do heroísmo da renúncia, a via de Port-Royal des Champs.
Todavia, sou capaz de simpatizar com Teresa de Lisieux – mais do que compreendê-la – sempre que sinto um amigo PARTIR. No meu mundo ideal eu negaria aos meus amigos a liberdade de fazê-lo, nunca me veria confrontado com ter que renunciar à sua companhia. É irracional – quem parte tem as suas razões –, é injusto – ficar contrariado não vale nada – e, no entanto, há qualquer coisa de positivo e luminoso nessa forma singular de empatia ditatorial: poupa-nos ao menos às sensações de vazio e de inutilidade que nos assaltam no cais de partida.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Holocaust Encyclopedia (a/c escravos intelectuais de Faurisson)

Uma enciclopédia sobre algo que nunca existiu???

Manifesto anti-capitalista: imagens poderosas (2)

Diz o velho ditado norte-americano: "Old soldiers never die; they just fade away"

Manifesto anti-capitalista: imagens poderosas (1)

Um artista chinês criou esta poderosa alegoria: a euforia bolsista (o «bull market», simbolizado pelo touro) dá uma valente colhida no investidor [o meio de impulsão / propulsão do touro é indescritível].

Um zoetrope

Temperley London Circus Zoetrope.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O maior poeta do rock

Now the jury brought in a guilty verdict and the judge sentenced me to death
Midnight in a prison storeroom with leather straps across my chest
Sheriff when the man pulls that switch on and snaps my poor head back
You make sure my pretty baby is sittin' right there on my lap
They declared me unfit to live, said into that great void my soul'd be hurled
They wanted to know why I did what I did
Sir I guess there's just a meanness in this world

Impressões neobrutalistas: tufão em Hong Kong (a partir de 1:50)

T-REX miniatura descoberto na China!

Uns dizem que dá parecenças com Marques Mendes, outros acham-no a cara chapada de António Vitorino.
DECIDA

Irlanda: quando julgávamos ter batido no fundo…

Afinal as freiras irlandesas vendiam as crianças confiscadas às mães solteiras…
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What next? Sodoma e Gomorra estão ou não estão perdoadas?

domingo, 27 de setembro de 2009

Falemos de coisas interessantes: Teresópolis e o Dedo de Deus




Roma nunca existiu (nem os dinossauros, nem as câmaras de gás): a causa comum do criacionismo e do negacionismo histórico

"Imagine that you are a teacher of Roman history and the Latin language, anxious to impart your enthusiasm for the ancient world — for the elegiacs of Ovid and the odes of Horace, the sinewy economy of Latin grammar as exhibited in the oratory of Cicero, the strategic niceties of the Punic Wars, the generalship of Julius Caesar and the voluptuous excesses of the later emperors. That’s a big undertaking and it takes time, concentration, dedication. Yet you find your precious time continually preyed upon, and your class’s attention distracted, by a baying pack of ignoramuses (as a Latin scholar you would know better than to say ignorami) who, with strong political and especially financial support, scurry about tirelessly attempting to persuade your unfortunate pupils that the Romans never existed. There never was a Roman Empire. The entire world came into existence only just beyond living memory. Spanish, Italian, French, Portuguese, Catalan, Occitan, Romansh: all these languages and their constituent dialects sprang spontaneously and separately into being, and owe nothing to any predecessor such as Latin.
Instead of devoting your full attention to the noble vocation of classical scholar and teacher, you are forced to divert your time and energy to a rearguard defence of the proposition that the Romans existed at all: a defence against an exhibition of ignorant prejudice that would make you weep if you weren’t too busy fighting it.
"
(MAIS)

Só para chatear

1- É inútil tomar suplementos vitamínicos…
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2- Fazer exercício engorda…
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Carta aberta ao tótó do Briatore

A Consoror Charlotte interrogava-se sobre as desventuras pseudo-jurídicas de Briatore às mãos de Mosley & Ecclestone. Modestamente redigi a seguinte minuta de carta a enviar à pobre vítima:

"Caro Flavio Briatore:
Por causa de umas alegadas falcatruas (sublinho, alegadas) és expulso da Fórmula Um… e aceitas ser expulso?!
Vê-se que tens vivido em ambientes de frágil juridicidade, ambientes em que o respeito pela posição do cidadão não está muito apurado.
Anda para Portugal! Por cá, palavra de Marinhos e Nabais, arranjamos-te de imediato:
1) Uma impugnação da decisão daqueles dois neo-nazis que mandam na F1;
2) Uma providência cautelar para seres retroactivamente reintegrado;
3) Uma outra providência para suspender imediatamente aqueles dois neo-nazis;
4) Um pedido de indemnização contra esses dois, por difamação;
5) Outro pedido de indemnização contra os órgãos jurisdicionais que ousaram expulsar-te, por desvio de poder;
6) Outro pedido de indemnização contra o brasileiro que te denunciou (aqui dispensa-se a prova, já que, palavra de Moita Flores, os brasileiros são todos uns mentirosos compulsivos);
7) A impugnação da gravação das conversas com esse mentiroso, dado tratar-se de matéria de reserva de confidencialidade, corolário do direito fundamental à reserva da intimidade;
8) Um pedido de inconstitucionalidade contra toda essa marmelada (afinal, há uma organização neo-nazi à mistura);
9) Um pedido de repetição de todo o processo, tendo em vista a inconstitucionalidade, sendo que então as testemunhas iniciais, que entretanto terão esquecido tudo (se não morrerem antes), poderão ser contrabalançadas por rapaziada de confiança;
10) Um pedido de indemnização contra o Estado português pela demora processual causada pela repetição do julgamento.
Anda para Portugal, Briatore, não sejas tótó! Arranjamos-te uns milhões, entalamos os neo-nazis, entalamos o erário português, damos trabalho aos tribunais (que adoram fazer favores a celebridades) e ainda te cobramos pouco. Mais, palavra de macho lusitano, fazemos-te até uma borla se arranjares um convívio com umas jovenzitas lá no iate («fruta», no jargão da juridicidade portuguesa neo-moderna).
"

sábado, 26 de setembro de 2009

Adeus polícia! Olá clero!

No Quénia a luta anti-corrupção passa a incluir o recurso a orações.

Os «libertadores» de Gaza afinal só queriam libertar a parte masculina…

Hamas e a opressão misógina convertida em política oficial.
LER

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Jimmy Carter: o homem do amendoim volta a falar!

Que saudades de Jimmy Carter e da sua ímpar colecção de tesourinhos deprimentes!
Agora volta à ribalta, já não para falar da calibragem do amendoim ou para explicar como é que se deixou humilhar pelo Irão, mas para asseverar que toda a oposição política a Obama tem uma motivação racista! (LER)
O estupor não morre?

Descoberta sensacional!!

O ateísmo é produzido pela preguiça!
LER
Chega a sexta-feira e sinto cá um ateísmo…

O Irão resolve um problema jurídico-teológico

Não se pode executar virgens? Não faz mal, são violadas na véspera da execução, para se lhes poder garantir uma estadiazinha no Inferno.

Se resultou em Jericó…

Rabis usam trombetas para afastar o vírus H1N1.
LER

Previsões eleitorais: 3- vamos ter coligações com o Bloco de Esquerda…

Previsões eleitorais: 2- prevê-se afluência moderada às urnas

Previsões eleitorais: 1- sondagens dão vitória nítida (na imagem, "sondeiros" em acção)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Um imperdível momento zen (com Yosemite à mistura)

Timescapes Timelapse: Mountain Light from http://vimeo.com/timescapes on Vimeo.

Sacudindo o mofo

Sir Walter Scott dedica alguns prefácios a Jonas Dryasdust, o tipo do antiquário pedante e rebarbativo, livresco e árido, com que todos nos cruzamos, ou cruzámos, nalgum momento das nossas vidas. Hoje aguentei uma longa conversa – melhor, uma intersecção de monólogos – com um clone de Jonas Dryasdust. Saí com uma vontade imensa de disparar palavrões em rajada, de inebriar-me em ditirambos plebeus, de rachar de meio a meio a efígie doutoral. Respirei fundo e consolei-me e imaginar um vento de charneca escocesa a varar-me as narinas – um vento que a gente imagina nos momentos em que Walter Scott, terminados os prefácios, nos transporta até a essa grande fantasia que é a vida fora de portas, e fora dos livros.

Bloco de Esquerda



Aqui no Ashram preparamos cuidadosamente a chegada do Bloco de Esquerda ao poder (repare-se no novo corte de cabelo «à Louçã»).

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