O novo Ashram minimalista

sábado, 1 de agosto de 2009

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Nas torres de Gálata e Bizâncio

Despede-se do convívio internáutico O SEXO DOS ANJOS.
Ocorre-nos dizer, quando se afasta uma pessoa de convicções fortes, que a barbárie da dissolução relativista – aquela que precisamente tira proveito da discussão do sexo dos anjos – ficou mais próxima.
Nada de dramatismos, contudo. Ironizemos como Céline – um bárbaro tolerado, mais versado em demónios assexuados do que na fornicação de serafins e querubins – e com ele sonhemos numa vitória etílica sobre os novos turcos:

Céline, Rigodon (Pléiade, II, 926-927)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Barricadas que acabavam em barrigadas




Em 26 de Agosto de 1931 as nossas gloriosas tropas barricavam-se atrás… de feno! Imagina-se a eficiência do feno a dissipar a energia dos projécteis; em contrapartida, terminada a refrega estava assegurada a refeição das alimárias, para encher até fartar!

Optimus vende iPhone a preço de 600 a 700 euros

Por mim, podem vendê-lo a 60 mil euros a peça, que não varia o número de exemplares que pretendo adquirir. Já aqui o António Silva parece mais entusiasmado com a ideia de comprar um iPhone analógico.
LER

Afirma Quercus

Para poupar basta desligar a ficha do cabo, asseveram os impolutos ecologistas querquianos (LER).
Pois foi precisamente o que fiz quando vi aparecer no ecrã o Presidente da Quercus. Poupei até duplamente: em irritação e em energia.

Pós de Quitim (Keating)

Matou a Abel Caim
Vasco da Gama os piratas
Também os pós de "Quitim"
Matam pulgas e baratas

O mito do Português Suave

quarta-feira, 29 de julho de 2009

terça-feira, 28 de julho de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Mentem mortalia tangunt

Se ao menos pudéssemos ter a fortaleza que Lúcio Séneca recomendava a Júnio Marulo na ocasião da morte do seu filho (na 99ª Carta a Lucílio)!
Não, não há ninguém assim, o sonho de invulnerabilidade estóica soa cruel, quase imoral, quando recai sobre nós, ou perto de nós.
Podíamos não chorar: mas não seríamos nativos deste planeta.

Silly human race

Amigos há quase 40 anos, talvez mais. Presenciei inúmeros favores, presumo que haverá muitos mais em dívida. Partilharam religiosamente todas as primaveras e todos os verões, as paixões e as gargalhadas, e os sonhos.
Liga-me aflito que não vai poder acompanhar o amigo de sempre neste transe, porque está de férias.
Presumo obviamente que está longe e arrisco perguntar.
"Estou em Lepe até meados de Agosto".
Lepe, Huelva, a 2 / 3 horas de carro. Desligo-lhe o telefone na cara, e obviamente adivinho que ele pensa que a chamada caiu.

sábado, 25 de julho de 2009

A maior dor humana

Estamos prontos para quase tudo menos para ver morrer um filho. Um dos dois ou três amigos que me restam acaba de passar por isso, e eu acabo de sabê-lo. Ele não consegue falar, e eu não tenho nada a dizer-lhe. Não há desígnios insondáveis nem consolações justiceiras que valham - é o fim de tudo. Vale ao menos que o jovem de vinte e poucos anos morreu sem sofrimento e sem pressentimento. Sinto-me esmagado, nem imagino o que sente o pai.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

La phobie des gros mots

De vez em quando aparecem uns encómios à prosa vernácula que, com grande cópia de impropérios e plebeísmos, arribou à blogosfera depois de ter tomado assento na percepção comum do que seja a expressão «realista». Cada um sabe em que águas navega e que companhias cultiva, mas cá o pobre do Jansenista vive no meio, decerto rarefeito, em que ainda há pudor no emprego de alguns vocábulos. Mais, o pobre do Jansenista, que andou na tropa e fez tirocínio de gíria chula, não se emociona particularmente com essas grosserias que parecem arremessar a podridão da alma ao reduto onde, quiçá, habita ainda alguma poesia, alguma inocência e alguma suavidade nos modos. Pobre do Jansenista – mas mais pobres os que vomitam o seu desencanto e exorcizam o seu desespero com imundícies incrustadas em palavras.
Em suma: por mim basta-me a singeleza das palavras que espelham a pobreza do que vivemos; dispenso aditivos mais empobrecedores ainda – até porque a sua motivação última de certo modo me escapa.

Tug o'War

Oiço dizer que alguns dos bloguistas «de sucesso» se organizaram em duas frentes antagónicas para simularem, à sua escala, a bipolaridade do rotativismo partidário. Não percebo o gozo de se tomar partido desta maneira, salvo talvez que assim cada um se sente mais acompanhado no que vai dizendo. Mas quem lê o que deve pensar? Que cada um deles resolveu interromper a sua independência de opinião e simular o mais servil dos deputados vinculados por disciplina de voto? E depois, aos olhos do leitor, como é que se recupera a independência? (se é que recuperá-la interessa a algum dos envolvidos)

Speer em Lisboa?

O prolongamento da Av. da Liberdade, para Cristino da Silva.

Um calafrio

Soa o telefone: um desencontro livra-nos, de raspão, do contacto com um contagiado (era já amanhã que nos encontraríamos).

Entretanto...

Há dias em que a sabedoria reclama silêncio, e a prudência impõe afastamento. São dias em que o lado físico, o invólucro perecível, retoma os seus direitos e marca a cadência.

Sócrates e os boiardos

Sócrates já aprendeu plenamente a rentabilidade política do auto-elogio. Nisso ele é fiel a uma longa tradição de narcisismo ostensivo, que tantas vezes se percebeu que nem era sincero, mas que foi sempre praticado em função dos dividendos políticos: o país apaixona-se invariavelmente por todo aquele proto-mandarim que declara saber o que quer e por onde vai (e que insinua sabê-lo por inspiração própria). Nesse ponto o país é profundamente monárquico.

À velocidade da luz

quinta-feira, 23 de julho de 2009

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A realidade ultrapassa a ficção 1

Um quarto dos britânicos não acredita que o homem tenha estado na Lua. Alguns dos que acreditam insistem que Buzz Lightyear, o personagem de Toy Story, foi o primeiro a pisar solo lunar. LER

A realidade ultrapassa a ficção 2

Em Madhya Pradesh, o Estado patrocina casamentos, mas exige teste de virgindade. LER

A realidade ultrapassa a ficção 3

Quem falou em superioridade de espécies? O ronronar como acto de manipulação de seres humanos por seres felinos. LER

A realidade ultrapassa a ficção 4

Sexo por comida: a nova lei conjugal no Afeganistão. LER

A realidade ultrapassa a ficção 5

Papa aconselha Obama. Acerca de quê? De legitimidade democrática? LER

terça-feira, 21 de julho de 2009

segunda-feira, 20 de julho de 2009

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