O novo Ashram minimalista

terça-feira, 30 de junho de 2009

Um pouco de revisionismo histórico, s'il vous plaît

No Kremlin de Estaline? Nâo, no Vaticano de Bento XVI, que agora parece querer-nos convencer de que Ratzinger nunca pertenceu às juventudes hitlerianas.
LER
(aditamento: é óbvio que a pertença às juventudes hitlerianas em nada atinge a estatura moral de Ratzinger; mas é precisamente isso que torna tão estúpida, e até involuntariamente maliciosa, a tentativa de «encobrimento»)

segunda-feira, 29 de junho de 2009

domingo, 28 de junho de 2009

Um raio de luz na apatia

Descobertos os restos mortais de São Paulo? LER

Vista do Monte Tamalpais

Ao centro, a mui portuguesa Sausalito e ao longe San Francisco. À esquerda, Alcatraz e a Bay Bridge.
(clicar para ampliar)

A filosofia do riso

Muito interessante: mas nem uma referência a Demócrito, ou ao ensaio de Bergson? LER

Adeus anonimato

Juízes iluminados descobrem que não há qualquer «direito ao anonimato» na blogosfera… LER

Os bons espíritos sempre se encontram…

A misoginia comum a todos os fundamentalismos religiosos. LER

Onde é que andam os relativistas culturais?

Sogra fundamentalista tenta reinstaurar a escravatura na Grã-Bretanha. LER

Podia repetir?

O Cardeal Canizares tenta «branquear» a pedofilia… com o aborto? LER

Voltei (quase quarenta anos depois)

Ton sur Ton

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Michael Jackson

Na morte de Michael Jackson não deixo de meditar no modo como um artista talentoso degenerou tão depressa num freak show. Se na sua inocente frontalidade as crianças pudessem julgar, Michael Jackson acabaria imediatamente no inferno; antes isso, penso eu, do que a multiplicação estridente de absolvições adocicadas a que vamos assistir, em testemunho da nossa tão adulta hipocrisia.

Farrah Fawcett RIP

Le temps aux plus belles choses
Se plaît à faire un affront,
Et saura faner vos roses
Comme il a ridé mon front.

Le même cours des planètes
Règle nos jours et nos nuits :
On m'a vu ce que vous êtes;
Vous serez ce que je suis.

Cependant j'ai quelques charmes
Qui sont assez éclatants
Pour n'avoir pas trop d'alarmes
De ces ravages du temps.

Vous en avez qu'on adore,
Mais ceux que vous méprisez
Pourroient bien durer encore
Quand ceux-là seront usés.

Pierre Corneille

Problemas de campo enlameado

Podemos divergir da figura, mas é profundamente ridículo que o PSD tenha contribuído para inviabilizar Jorge Miranda no cargo de Provedor. Miopia partidocrática pura e dura.

Mais um estoiro na banca

Finalmente acusações a administradores do BCP. Perdem-se na sombra dos tempos as lembranças de banqueiros sérios na banca privada em Portugal. Nalguma coisa o sector público havia de ser melhor.

O Sr. Nicolau, da Ericeira


O Sr. Nicolau é uma figura, sem dúvida (melhor), um cavalheiro nos modos, de uma educação primorosa e de um grande carinho para a criançada. Há vários anos que somos vizinhos balneares.
Quando me cruzo com ele parece-me sempre que abri um livro de história e de lá de dentro saltou o Rei George V.

O zénite da canção nacional

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Uma toada de despedida

"Um blogue pode ser um passatempo, um entretenimento fútil, um instrumento lúdico, um estendal narcisista. São utilizações correntes, e legítimas. Porém (…)"
Daqui, uma vénia respeitosa ao "Sexo dos Anjos" no seu ocaso, da parte de um Ashram que seguiu, em mais de um sentido, na direcção oposta (a começar pelo facto de cá se ter assumido o passatempo, a futilidade, a brincadeira, o narcisismo, com brevíssimas intermitências de «tom sério», mas sem qualquer concessão a «objectivos de missão», por legítimos que sejam - e são).
Bonne chance!

Testes de HIV para infantes

Os jovens a partir dos 12 anos passam a poder fazer testes da Sida, e à sorrelfa. Até aqui tudo bem, mas talvez fosse de avisá-los de que um resultado negativo não é a licença para a promiscuidade impune – porque há dezenas de outras doenças sexualmente transmissíveis. Além disso, há ainda aquele irritante e démodé detalhe do respeito, do pudor, da auto-estima e até do amor romântico, que aconselhariam a que a mocidade não começasse tão cedo na fornicação desenfreada e na sujeição a tais testes sanitário-pecuários.

Japoneses inventam nova modalidade olímpica

Algures cá na aldeia

Algures na costa chilena


Amamentação poliglota

Vejo na TV que se traduziu em várias línguas um pequeno manual de cuidados infantis: em inglês, croata, russo, etc., destinado aos imigrantes. Para que é que serve?, interroga a jornalista. – Por exemplo, para ensinar a amamentar, responde a técnica responsável.
Que alívio! Como é que as imigrantes croatas e russas amamentavam antes deste utilíssimo manual?
Fico apreensivo com a informação final de que só mais tarde se fará uma tradução para o crioulo. Que diabo, as crianças crioulas também têm direito a mamar – e já!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O medo fundamentalista

Um amigo meu israelita dizia-me há muitos anos que a clivagem mais funda com os países árabes, a mais difícil de superar, é a do estatuto das mulheres.
Mais recentemente um colega meu dizia-me que o pavor da emancipação feminina é a causa de tudo o resto no «fundamentalismo» árabe, e que tudo o mais é mero sintoma.
Isso torna-se crescentemente nítido a cada dia que passa – e tornou-se totalmente transparente na actual tensão iraniana.

Om mane padme hum

And down the loaded air there comes
The thunder of Thibetan drums,
And droned - "Om mane padme hums" -
- A world's-width from Kamakura.
Yet Brahmans rule Benares still,
Buddh-Gaya's ruins pit the hill,
And beef-fed zealots threaten ill
- To Buddha and Kamakura.
A tourist-show, a legend told,
A rusting bulk of bronze and gold,
So much, and scarce so much, ye hold
- The meaning of Kamakura?
But when the morning prayer is prayed,
Think, ere ye pass to strife and trade,
Is God in human image made
- No nearer than Kamakura?

Rudyard Kipling, The Buddha at Kamakura

Arquivo do blogue