
O novo Ashram minimalista
quinta-feira, 12 de março de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
segunda-feira, 9 de março de 2009
Dez anos
Lembro-me de um dia de Setembro em que estávamos os dois sózinhos em Lisboa e decidimos ir jantar às Galerias.Nesse dia imperou uma invulgar descontracção, como se todas as nuvens se tivessem dissipado e o véu do temor reverencial se tivesse rasgado para me permitir uma genuína cumplicidade entre adultos.
Falámos de tudo e de nada, enquanto despachávamos cada um o combinado nº 3, uma coisa meia indiferente à base de hamburger.
Falámos de um passado que eu não conheci e de um futuro que só eu viria a conhecer.
Ouvi alguns conselhos, mas entretanto interiorizei-os de tal modo que não consigo distingui-los da amálgama de vivências em que me converti.
As Galerias fecharam, não corro o risco de reencontrar-me, de forma mais vívida, com a imagem desse momento de um passado em que tudo parecia possível, tudo parecia aberto, tudo parecia eterno.
Nesse dia voltámos a pé, como de costume, tirando proveito das primeiras brisas mornas de Setembro.
O que se seguiu foi insuportavelmente frio, e amargo.
Por isso recuo à lembrança dessa noite tépida e nela recoloco, no tom mais positivo que me é possível, o momento da passagem de testemunho, o momento de uma derradeira, mas perfeita, cumplicidade.
Prefiro pensar no passo ritmado com que vencemos o ligeiro declive até casa, e na ironia com que falámos da «comida de plástico» que nos servira de tábua de salvação, e nas graçolas com que pontuámos alguns encontros com a vizinhança.
Prefiro tudo, a pensar nesta amargura que hoje perfaz dez anos.
domingo, 8 de março de 2009
Alto e pára a mazurka: ladeiras escorregadias na historiografia
Para cura do negacionismo… LER_&_RELERHitler e Estaline, mazurka lenta
Continua a bizarra simetria, quase coreografada: agora explode o negacionismo russo dos crimes de Estaline LERsábado, 7 de março de 2009
Um homem que se despenha: o Charles Swann português
Um Confrade de escrita_fina evocou a cacetada em que andaram envolvidos um Talassa e um Formiga Branca de inícios do século passado.Do Talassa lembrei-me da anedota, possivelmente apócrifa mas «bene trovata»:
Andava o bom do Penha Garcia a mirar uma demi-mondaine quando ela faz o gesto de arrojar o lencinho ao chão. Precipita-se ele a apanhá-lo para lho entregar - mas esbarra com outro pretendente, e cai estatelado.
Às gargalhadas da cocotte replica, filosófico: "Um homem que se dispenha por uma mulher que se disputa!"
O que, se bem pensarmos, resume Un Amour de Swann com a melhor e mais prosaica das concisões lusófonas.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Um momento aeronáutico: America by Air
(na foto: o LearJet do Ashram, vindo de Oakland, passa na Golden Gate Bridge)
Bela sede para um bordel
Não se pode mandar demolir esta inenarrável porcaria que conspurca o Cais do Sodré?E se não se pode demolir, então não se poderá ao menos aproveitá-la para lá reinstalar as casas de passe da zona dos Remolares?
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(foto via «Lisboa SOS»)
À bengalada
Ora finalmente a récua das Cortes produz algo de útil! (entenda-se: entretenimento)
Ah, bravos! Mas da próxima, por favor, passem das palavras aos actos, que de palavreado estamos fartos…
quinta-feira, 5 de março de 2009
quarta-feira, 4 de março de 2009
Uma outra perspectiva das coisas
Segunda-feira Lisboa (como qualquer outro ponto do planeta) podia ter sido pulverizada por um asteróide que «roçou» a Terra (LER).É a vaidade que nos faz presumir que, mesmo para seres tão frágeis e mortais como somos, há «direitos adquiridos» e «conquistas irreversíveis»: há uma outra ordem incomensuravelmente mais poderosa, a esmagar a nossa pequenez, a arrasar os nossos irrelevantes sonhos e dramas.
Como dizia o «mago de Königsberg» a propósito da calamidade de 1755, não temos aqui habitação permanente, pelo que não deveríamos senão viver em tendas, não deveríamos apegar-nos a nada.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Dia de ira
Chegam-me as notícias, brutais como de costume, da Guiné-Bissau. Como desta feita caiu um homem que tinha muito sangue português nas mãos, um homem habituado a matar, há alguma justiça na circunstância. E no entanto, como conheço a filha, Elisa, sinto pena por ela: é das pessoas mais discretas, trabalhadoras, íntegras, inteligentes, atenciosas, afáveis que eu já conheci – o preciso oposto do que seria de esperar da prole de um ditador africano. Ia dizer que tenho pena exclusivamente por ela – mas não posso esquecer-me das famílias das vítimas, a quem este desfecho brutal talvez não tenha parecido a retribuição adequada. Pobre gente!domingo, 1 de março de 2009
Adivinha (3):
Quem é que gosta de ser retratado assim, e tem um blogue (http://dinoscopus.blogspot.com/) muito plagiado pelos proctoscópios de todo o mundo?Adivinha (2):
Quem proferiu esta tirada lapidar:
a) um taxista embriagado?
b) o líder dos talibãs?
c) o Marquês de Marialva?
Resposta AQUI
Surpreenda-se!
Adivinha (1):
Quem disse isto?
a) os tarados do Loose Change, que voltam à carga?
b) Bin Laden?
c) um adorador de Baal, numa homilia para correligionários?
Resposta AQUI
Surpreenda-se!
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