O novo Ashram minimalista
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
O Tirano Chávez

Uma velha sabedoria fazia os tiranos temerem a passagem do tempo, sempre que se ilegitimavam «pelo exercício»: eram excomungados, e isso implicava que qualquer bom cristão passava a ter o dever de caridade de passá-los à espada. Agora o povo anda mais incrédulo, ou secularizado, e tecnologicamente mais sofisticado, e por isso não precisa de instruções superiores: aquele que se eterniza no poder está implicitamente a convidar uma bala. A impunidade do tirano de Cuba é um caso bizarro, não serve de garantia para o coiro dos outros.
domingo, 15 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
O varrasco de Santa Comba
As crianças traquinas, quando se sentem muito oprimidas pela educação que recebem, procuram desforrar-se, à primeira oportunidade, na humanidade básica daqueles que os oprimem.Que gozo, descobrir que o professor de desenho tem um tique incontrolável! Que gargalhadas, quando se refere que o contínuo cheira mal!
Que êxtase, quando se constata que o padre que lecciona Religião e Moral afinal também tem sexo!
+++
Parece que anda por aí uma série televisiva que pretende fazer algo de semelhante com o Ditador das Finanças.
Por um lado, é compreensível, dada a inverosimilhança da imagem de castidade beata que os turibulários cultivaram por tempo de mais.
Por outro lado, é salutar, porque humaniza a pessoa, fá-la ingressar no círculo plebeu do escárnio mais rasteirinho (a forma mais directa e inequívoca de abraçarmos os que partilham a nossa condição mortal e decaída).
+++
Subsistem apenas dois problemas (além de outros que eu detectaria se tivesse tido a paciência para assistir à dita série televisiva, da qual não vi sequer um fotograma):
1) a verdade histórica, o grande empecilho;
2) a menoridade mental que se reflecte no gáudio com que se exerce a iconoclastia por estes meios - porque deixa subentendida a surpresa com a humanidade, e portanto o cego endeusamento, ou o medo infantil, que a precederam.
+++
Por mim, continuarei a admirá-lo e a criticá-lo em partes iguais, na grandeza de alguns princípios a que se manteve fiel e na pequenez com que traiu outros. E a encarar com simpatia a sua humanidade, aquela que entre adultos se aceita sem se corar e sem se cair no alarido caricatural que pretende desforrar-se de anos de servidão mental atirando velhos ídolos para o chafurdo do instinto básico.
+++
(na foto, as loas do III Reich a Salazar, na vitrina da exposição do Chiado em 1943 – clicar para ampliar)
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Book Quiz

You're Alice's Adventures in Wonderland!
by Lewis Carroll
After stumbling down the wrong turn in life, you've had your mind opened to a number of strange and curious things. As life grows curiouser and curiouser, you have to ask yourself what's real and what's the picture of illusion. Little is coming to your aid in discerning fantasy from fact, but the line between them is so blurry that it's starting not to matter. Be careful around rabbit holes and those who smile too much, and just avoid hat shops altogether.
Take the Book Quiz
at the Blue Pyramid.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Quelqu'un m'a dit que tu vendais le Palace
Carla Bruni passa o Castelo de Castagneto Po a patacos: LERsábado, 7 de fevereiro de 2009
O que importa é o sofrimento, a morte é um abraço do Criador
O tema da eutanásia, lançado pela Consoror Charlotte, mereceu do Ashram este comunicado tardio e sonolento:A. A eutanásia não é o ponto, mas sim a forma como lançamos um «pallium», uma «capa» aos desabrigados pela condição primária do sofrimento.
B. Há que distinguir cuidados paliativos (que em princípio não se restringem ao paciente e que, quanto a este, não procuram diminuir o sofrimento provocando ou consentindo a morte) de:
B1. Eutanásia, que é a acção ou omissão (eutanásia activa ou passiva) de provocar a morte ao paciente. Nos cuidados paliativos não se insere, ao menos formalmente, o recurso à morte.
B2. Eutanásia passiva, que é a omissão de tratamentos necessários, razoáveis e proporcionados (não-fúteis e não-degradantes). Nos cuidados paliativos admite-se a omissão de tratamentos violentos, invasivos, degradantes.
B3. A alegação ou diagnóstico de futilidade terapêutica, pois se ela é mero sinónimo de excessiva onerosidade (excesso de custo de oportunidade), a decisão deixa de ser directamente «paliativa», para resultar, explicita ou implicitamente, de uma ponderação de bens que não dá prioridade àquele paciente cuja terapêutica é pura e simplesmente preterida.
B4. Suicídio assistido, o fornecimento ao paciente de meios para ele próprio colocar um termo ao sofrimento através da morte – porque novamente se presume que isto extravasa de um mero propósito «paliativo».
B5. A eutanásia indirecta ou eventual, na qual não há a vontade de provocar a morte e apenas se intensifica o risco de que ela aconteça, por exemplo através do reforço da sedação com certas substâncias (o que ficaria moralmente relevado de acordo com o princípio do «duplo efeito»).
C. Os cuidados paliativos seriam quando muito compatíveis com a «ortotanásia», uma morte não provocada ou consentida, mas alcançada com a minimização do sofrimento físico e psicológico.
D. Mas pode o respeito pela autonomia do paciente compatibilizar-se com a recusa de eutanásia – se por exemplo a ponderação do sofrimento psíquico entrar verdadeiramente na equação? Prolongar esse sofrimento psíquico não é também uma forma de «distanásia», de morte escusadamente dolorosa?
Não temos respostas aqui. Apenas dúvidas eloquentes.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)




























