O novo Ashram minimalista

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

domingo, 7 de dezembro de 2008

António Alçada Baptista, R.I.P.

Lembro-me de algumas histórias que o meu pai me contava a respeito de António Alçada Baptista, com quem tinha convivido longamente nos tempos de juventude. Todas sublinhavam a forma como fez desassombradamente, sem a mais leve penumbra de medo e com toda a simplicidade, o seu próprio caminho intelectual e cívico, mesmo quando a chama se apagou, o vento mudou e os amigos partiram – uma independência pessoal que é sempre de destacar, num país de cobardias, de pedinchices e de conveniências. Paz à sua alma.

Chegada a Liliput

A diferença entre os países grandes e os países pequenos não está no tamanho. Isto a propósito do encontro entre Sarkozy e o Dalai Lama, e do contraste com o que por cá se passou.

Quando a versão é melhor do que o original: a versão

Pedro Aznar, Septiembre

Quando a versão é melhor do que o original: o original

Ivan Lins, Setembro

Detectores de mentiras e protestos de inocência

Não sei porque é que a criminologia, que tem tantas pretensões a constituir uma ciência, ainda não estabeleceu, com rigor axiomático, o «detector (vocabular) de mentiras».
Dou o meu contributo com duas achegas muito recentes: as expressões "tenho a consciência tranquila" e "nada me pesa na consciência" são, até agora e que se saiba, indícios infalíveis de culpabilidade.
Por mim, reformulava-se o direito penal de imediato, e tinha-se qualquer daquelas expressões como constitutiva de uma presunção de culpa: o tempo que se poupava nos tribunais – e com drástica redução de erro nas decisões!

A precisar de um refúgio nas montanhas...




Bublé & Lins «atacam» Clapton

Mulheres-quotas

A uma opinião de Charlotte sobre a «Lei da Paridade», repliquei:
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No estado de alienação a que temos chegado, será facílimo preencher todo o tipo de quotas: não faltarão mulheres que, julgando-se empenhadas no assalto aos bastiões do androcentrismo e da opressão patriarcal, se deixarão ir nesse sórdido exercício de venalidade e de parasitismo que dá (sempre deu) pelo nome de «vida partidária».
Teremos mais comadrio aí onde o compadrio pontificava; o servilismo à liderança manifestar-se-á, porventura, com mais graciosidade; e talvez nas bancadas das Cortes se discuta menos futebol e mais tendências de moda. De resto, terá mudado apenas o sexo de algumas das moscas...
Não concordo, por outro lado, que seja necessário um interesse pela política para se alcançar a proficiência no métier – basta mercenarismo, arte de dissimulação, jogo de cintura, e uma habilidade mínima para relativizar o norte dos escrúpulos à brisa das conveniências.
Como há muito deixou de haver ideais (entre outros tantos empecilhos à conduta), a vida partidária tornou-se, mais transparentemente do que nunca, uma perspectiva interessante de emprego, e uma porta entreaberta para o tirocínio na rapina.
Pensando bem, ao fim de uma secular tradição de exclusão, afigura-se justo que algumas mulheres sejam agora autorizadas a jogar, também elas, o jogo da pilhagem em nome da soberania popular: a paridade não é um pretexto pior do que qualquer outro.
Interessa é que não haja ilusões – elas defenderão tanto os interesses femininos (entenda-se, das outras mulheres) como os figurões que lá têm andado têm defendido o interesse público (entenda-se, o daqueles que não pertencem à oligarquia política).
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sábado, 6 de dezembro de 2008

Um gato que a sabe toda...

Quem o alheio veste...

Pessoa amiga fez-me chegar este documento: curioso, Professor? e da Universidade de Lisboa? Talvez ex-assistente, mas Macau fica longe e ninguém se dá ao trabalho de verificar.
Na minha meninice, lembro-me de uns fantásticos anúncios a campeões de boxe e de luta livre americana, acabados de chegar de uma tournée triunfal na Patagónia. Novamente, demasiado longe do ringue do Parque Mayer, ninguém se dava ao trabalho de ir lá verificar...

Idem, idem (Van Halen pela manhã, alegria e vida sã)

Um bocadinho de Van Halen para aumentar a pedalada...

Os silencios de Cavaco

As pessoas interrogam-se porque é que, estando no topo da hierarquia, o Dr. Cavaco não aproveita para evidenciar ao menos alguma frontalidade a falar das coisas, e porque é que se cala tanto em momentos cruciais. Eu tenho cá a minha suspeita de que se trata de um silêncio deliberado, e julgo até que, ao menos nesse ponto, o Dr. Cavaco evidencia mais agilidade do que a sua discípula Dra. Ferreira Leite...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

The Liquidity Trap

Agora que as autoridades monetárias parecem querer deitar fora, apressadamente, os ensinamentos preciosos e sábios dos últimos decénios (especificamente, a revolução monetarista), todos os disparates são de temer.
Para já, o abaixamento generalizado das taxas de juro faz recear a «armadilha da liquidez», para a qual advertiu, há mais de 70 anos, o próprio Maynard Keynes (VER).
Já que este ano deram o Nobel da Economia a um talentoso jornalista esquerdóide, ao menos que prestem atenção à análise que ele fez da armadilha da liquidez (AQUI e AQUI) e da armadilha que efectivamente se manifestou no Japão dos anos 90 (VER).
Parece, nestes momentos de desnorte, que ninguém aprendeu nada. Cá vamos nós direitinhos para a armadilha. Os Bancos Centrais, que já se demitiram de fazer supervisão, também já não percebem nada de teoria económica. É o fim.

The Tender Trap

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Adam Smith e a conspiração plutocrático-rendeira

Banqueiros a salvar banqueiros à custa do público? Oiçamos Adam Smith:

"People of the same trade seldom meet together, even for merriment and diversion, but the conversation ends in a conspiracy against the public, or in some contrivance to raise prices. It is impossible indeed to prevent such meetings, by any law which either could be executed, or would be consistent with liberty and justice. But though the law cannot hinder people of the same trade from sometimes assembling together, it ought to do nothing to facilitate such assemblies; much less to render them necessary."

Adam Smith, An Inquiry into the Nature and Causes of the Wealth of Nations, Book I, Chapter 10, § 82 (1776)

Desenhador do quotidiano

Um dos meus blogues favoritos: http://diario-grafico.blogspot.com/
Já tenho a agenda, falta-me a inspiração e o talento (onde é que se compram?)

The Last Dance (White Mansions)

Um dos álbuns que povoaram a minha adolescência.

Globos inspirados em Frank Lloyd Wright





Uma recordação para o Confrade Je Maintiendrai.

Saudades do Índico

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Fim do passeio proustiano (12)


Sic transit gloria mundi: a) o 44 Rue Hamelin, onde morreu Marcel, hoje um Hotel manhoso; b) a inteiramente incaracterística Avenue Marcel Proust.

Passeio proustiano 11

O poiso (ficcionado) de Odette de Crécy, na Rue La Pérouse.

Passeio proustiano 10


No Bois de Boulogne, o Pré Catelan e o Chalet des Iles (o primeiro, uma verdadeira obsessão proustiana).

Passeio proustiano 9


Na Rue de Varenne e no Quai d'Orsay, dois antros proustianos Rive Gauche: mansões da dinastia Montesquiou (Guermantes).

Passeio proustiano 8


Por momentos na Rive Gauche, com passagem obrigatória pela Ponte Alexandre III, a mais belle-époque de todas.

Quando ser Bruto era um elogio (os heróis de Quarenta)


Recordações bretãs

Já lá vão cinco anos...

A não perder: Do Chocarreiro Couto

Coisas que melhoram com o tempo: I Go to Sleep II

A irresistível Chrissie Hynde recorda os desamores com Ray Davies, dos Kinks. A prova de que "less is more", realçando a música triste.

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