Hoje alternava entre intermitências alegres (as gargalhadas de uma criança, eu a trautear strawberry fields forever) e rebates sombrios (a lembrança de todas as sacanices a que já tive que sobreviver na idade adulta).
Desperdício de energia, foi o que foi, perda de tempo, perda de fé: pergunto-me frequentemente por que razão tive eu que ser confrontado com a perda da grandiosa ilusão infantil que faz do mundo um lugar decente; e por que razão tive eu de ver o meu caminho atravessado por tanta gente imbecil e desonesta.
Um longo dia chega ao fim.
Agito-me nestas revisões de turbulências, talvez para contrastá-las com a serenidade presente, talvez para me vingar de leituras rebarbativas, talvez para me indignar com a minha própria indiferença.























