O novo Ashram minimalista
terça-feira, 13 de novembro de 2007
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
domingo, 11 de novembro de 2007
O elogio das pessoas doces
Excelente apontamento da Consoror Charlotte no suplemento de O SOL, elogiando a doçura como qualidade pessoal. É uma das chaves de uma personalidade evoluída, sem dúvida: um sinal seguro de imaturidade e de insegurança é a multiplicação de poses «provocadoras», de insinceridades estridentes, de coisas que vão «da boca p'ra fora» só para «épater le bourgeois».Deixem trabalhar a artista!
Descobrimos no «baú disco» esta actuação de Sabrina: uma voz potente e afinada, um olhar expressivo, um QI de 210. De súbito ocorre a inopinada intervenção de um parceiro intruso, de sapatilha vistosa, a querer roubar protagonismo à piquena. Ai o réprobo!
sábado, 10 de novembro de 2007
Norman Mailer: na morte de um hooligan literario
Antes que comece a hagiografia de Norman Mailer (da parte de tudo o que é «aspirante a radical» ou «rebelde sem causa» ou «gauchiste poseur» - já adivinho o que se lerá no Expresso), é bom ler-se este relato cru e frontal sobre o estatuto moral da figura: AQUIUm excerto, para sabermos do que estamos a falar:
"In 1973, in one of the countless interviews he has given, Mailer was asked for his opinion about legalized abortion. Mailer thought well enough of his answer to reprint it in Pieces and Pontifications (1982):
I think when a woman goes through an abortion, even legalized abortion, she goes through hell. There’s no use hoping otherwise. For what is she doing? Sometimes she has to be saying to herself, “You’re killing the memory of a beautiful fuck.” I don’t think abortion is a great strain when the act was some miserable little screech, or some squeak oozed up through the trapdoor, a little rat which got in, a worm who slithered under the threshold. That sort of abortion costs a woman little more than discomfort. Unless there are medical consequences years later.
But if a woman has a great fuck, and then has to abort, it embitters her.
Whatever else can be said about this statement, it is the declaration of a moral cretin."
Patio do Monteiro
Andei mentalmente à busca do Pátio do Geraldes, desisti. A certa altura confundi-o com o Pátio do Monteiro, até que o nome deste último ressurgiu, límpido. Passei diante dele, sem nunca lá ter entrado, muitos milhares de vezes - indo e vindo de minha casa para o Liceu Pedro Nunes, o que envolvia uma passagem pela Travessa da Légua da Póvoa, pelo Jardim das Amoreiras, pelo Rato e pela Av. Álvares Cabral. Assim a preto e branco a entrada do Pátio do Monteiro parece muito mais bonita do que realmente o era: ainda bem, assim mais facilmente converge, neste póstumo embelezamento, com aquele que lhe empresta a minha nostalgia.Das Amoreiras a Artilharia Um





Do Jardim das Amoreiras entra-se na Travessa da Légua da Póvoa, que vai ter à Rua de Artilharia Um. Damos de frente com o extremo do Pátio da Bagatella, uma «vila» operária (um extremo onde hoje são as entradas do condomínio, e o portão que dá para o «novo pátio» com os restaurantes). Já junto à Rua de Artilharia Um, um arco sombrio dava entrada para o Pátio do Monteiro, hoje também um «novo pátio» com lojas e uma pequena esplanada. Não foi há muitos anos, tinha o seu charme apesar da degradação.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Bruce Springsteen: Meeting across the River
O vídeo está péssimo, mas é de longe a mais bela música (e letra) de Bruce Springsteen.
Provedora do desempregado
Ontem, na inauguração do Ano Escolar na EB+2 de Fernão Ferro, nas saudações da praxe vai uma para a «Provedora do Desempregado». O quê?!, clamámos todos: o quê?! Um escândalo! E não estou a inventar: LERLogo houve quem observasse, judiciosamente, que ao menos um caso individual de desemprego já foi resolvido, o da Ex.ma Provedora.
Desfilavam depois uns diplomados de cursos sem grandes saídas, e a cada um eu ia pensando: "o melhor é ires falar imediatamente com a Provedora..."
E assim vão os tachos aqui por Fernão Ferro...
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Je Detruirai
O Confrade Je Maintiendrai indigna-se com a proposta de uma oliveira em São Domingos a comemorar o «pogrom alfacinha», e aproveita para uns remoques «enochpowellianos». Descontados estes, concordo com o Confrade: Deus nos livre de mais monumentos em Lisboa! Devia haver uma moratória de ao menos 200 anos, a ver se entretanto o bom-gosto regressa à estatuária! Além disso, a causa da tolerância nada tem a ganhar com a multiplicação de pontos focais para o ódio, para o vandalismo e para o mau gosto.+++
Mas eu ia mais longe, e mandava retirar a maior parte das estátuas que pululam pela cidade e atentam notoriamente contra a inteligência, a integridade moral e o bom-gosto de habitantes e visitantes – e não apenas as do século XX, nada disso, muitas mais!
Começava pela de D. Pedro IV, logo ali no Rossio (que bom seria que a figurinha lá em cima fosse a de Maximiliano, como por vezes se diz). Por que razão temos nós que suportar a memória de um traidor aos interesses portugueses, que tudo fez para nos privar prematura e apressadamente do Brasil – a troco das benesses britânicas? Ainda se encontrássemos alguma compensação redentora na inteligência ou no decoro pessoal do figurão: mas qual quê!
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E por aí fora... Talvez ficasse apenas, para castigo de iconolatras e outros réprobos fetichistas, a palmatória do Largo da Misericórdia – que, concedo, talvez pudesse servir para o Confrade Je Maintiendrai resolver alguns problemas nas esquinas do Rossio e de São Domingos...
















Quartel de Caçadores 2, no Vale Pereiro, a ser demolido (actual esquina Castilho / Braamcamp).