

O novo Ashram minimalista
Ontem, enquanto arrumava uma papelada, fui deitando um canto de olho ao debate na RTP sobre o caso McCann. Mau de mais, seria difícil mais infeliz exercício de burrice, de charlatanismo e de paranóia. Um catedrático espanhol (a variante mais moderna dos vendedores de laranjas andaluzas) assegurava que a mãe é culpada... porque não sorri. O inenarrável Moita Flores (para mim um portento, visto que é a única pessoa capaz de me fazer sentir saudades de Mário Zambujal) rosnava contra a pérfida Albion, e desenterrava a múmia da «cabala». Um rústico de caspa nas pestanas asseverava que a sua abordagem era científica e que, por isso... (segurem-se)... não emitia opiniões.A magia do jogo à mão: repare-se em especial no «bailarico» à Argentina, chega-se a ter pena...
Bateu a saudade dos meus tempos de pilar, numa muito fugaz mas bem sucedida equipe universitária. Era duro que se fartava, eu sentia-me entre o esmagado e o pendurado dos braços dos segundas linhas nas formações ordenadas, não tinha qualquer «visão de jogo» e só sabia correr atrás da bola à espera de oportunidade (o capitão Eiró não se calava com os seus incentivos aos avançados, e eu, na minha inaptidão, sentia-me constantemente interpelado). Confesso que só me meti na alhada por pura camaradagem, soava-me a boa oportunidade de copos, de vadiagem e de algum «glamour» junto das piquenas.Uma versão fantástica para saborear repetidamente (está no meu «top three»).
Esta é para acompanhar a Cronica de Agosto 19, uma das mais sentidas de sempre.
Ainda num registo muito «racy», «risqué»...
Farto de escrita e de conversa, o Jansenista entrega-se a um perfeito hedonismo, arrancando com um Gospel de mais «racy» precursora de Keith Richards.
Tem razão no que diz, todos os livros lidos mudam um pouco a vida, ao menos naquela acepção muito restrita de que ocuparam o bem escasso que é a atenção, de que roubaram o tempo – e de que depois deles somos aquelas pessoas cuja atenção foi ocupada naquele momento por aquele livro, aqueles a quem o tempo gasto naquele livro nunca mais será devolvido.Aqui no Ashram somos fanáticos pela Giorgia, desde que há anos a vimos na TV com o grande mestre, nesta inesquecível Santa Lucia Luntana...
Da leitura da Time, a única que fiz, retira-se somente a expressão de uma fé ardente, combativa, vivida, não-complacente, e é no meio dela que aparecem os rebates da dúvida. Insisto, para mim o resultado engrandece a santidade, não a diminui - há um triunfo final sobre ela própria, uma fortaleza inabalável apesar de tudo, uma genuína e muito invulgar heroicidade moral:Na minha modesta opinião, era a melhor voz de tenor desde Enrico Caruso. R.I.P.
Anda por aí um animado debate sobre os livros que não modificaram as vidas dos seus leitores, assim uma variante do não-evento, algo de que se fala porque não sucedeu quando, presume-se, era suposto ter sucedido.
Por toda a admiração que tive pela pessoa e pelo pontificado de João Paulo II, há coisas que não me agradaram de todo, e uma delas foi a multiplicação desenfreada das canonizações: se em vez de uma centena de santos tivermos cem mil, como poderemos obter deles uma informação sequer, quanto mais um exemplo e uma edificação?
Encompassing the Globe: Portugal nos séculos XVI e XVII (AQUI), com uma aplicação para Google Earth. (a foto é da Islândia, possivelmente o farol mais vertiginoso do mundo).O que era excelente ficou ainda melhor: Google Earth > Google Sky VER
Claro que já percorri o Catálogo Messier, em especial a M51, a espectacular Whirlpool Galaxy...