O novo Ashram minimalista
terça-feira, 31 de julho de 2007
Um despertar bombastico
Isto temos cada surpresa: hoje a Consoror Charlotte ia-me desregulando o pacemaker com a foto infra. Obrigado, mas não merecia tanto. Em modesta retribuição, e como me lembrei das sábias e ardilosas palavras do mestre "as feias que me perdoem mas beleza é fundamental", aqui vai a minha música favorita desse mestre, e uma música bem epicurista e estival. Saravá!
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Teoria e pratica para monarquicos
Curiosas reflexões sobre acção e contemplação, «imersão existencial» e diletantismo – reportados à pequena ilha social dos monárquicos, AQUI e assinaladas AQUI.Lembra-me o dilema de Karl Marx, denunciador da filosofia contemplativa e crepuscular de Hegel, e ele próprio denunciado pelos revolucionários e socialistas «utópicos» como não mais do que um intelectual contemplativo, um diletante.
Talvez não haja solução para essa tensão dilemática, entre a perspectiva dos «operacionais» que preferem a prática mesmo que arriscando a cegueira, e a dos intelectuais que privilegiam a teoria, mesmo a que acarreta a esterilidade. Talvez sejam ambos necessários, ou mais ainda necessária a tensão que os divide.
Ferias ferias
A responder a dezenas de e-mails atrasados, a abrir uma pilha de correspondência «não-prioritária» acumulada, preparando-me para as primeiras férias de descanso efectivo dos últimos anos. Já escolhi meia-dúzia de livros, daqueles para saborear lentamente. Que importa se em Setembro já há inferno prometido? Este Agosto vingo-me!domingo, 29 de julho de 2007
O Carmelo Junipero Serra



Andámos a estudar este Ashram franciscano em Carmel, CA.+++
"Portola established the Carmel Mission (under the direction of Father Junípero_Serra) and presidio (still standing) in Monterey. In 1775, Monterey was made the Capital of Alta California and it remained so through Spanish, Mexican and independent California rule until American statehood took effect in 1850.
[...]
Steinbeck was hardly the only cultural figure attracted by the beauty, silence and seclusion of the Central Coast. A century before, Richard Henry Dana and Robert Lewis Stevenson (who patterned the coastline of Treasure Island after those of Carmel Bay and Point Lobos) had settled there. Jack London, Isadora Duncan, Henry Miller, Ansel Adams, Edward Weston and Jack Kerouac all lived in the area at various times. Something in the fog air of the coast has had an attraction for spiritualists and self-development movements, as well. Theosophical Society founder Madame Blavatsky was followed, in later years, by the Esalen Institute, the Tassajara Zen Center, hippies, New Ageists, and many others centered in Big Sur to the south of Carmel."
+++
Não é a Misión de San_Juan_Capistrano com as suas lendárias andorinhas, mas é mesmo assim um local austero e meditativo... Compro!
Steinbeck was hardly the only cultural figure attracted by the beauty, silence and seclusion of the Central Coast. A century before, Richard Henry Dana and Robert Lewis Stevenson (who patterned the coastline of Treasure Island after those of Carmel Bay and Point Lobos) had settled there. Jack London, Isadora Duncan, Henry Miller, Ansel Adams, Edward Weston and Jack Kerouac all lived in the area at various times. Something in the fog air of the coast has had an attraction for spiritualists and self-development movements, as well. Theosophical Society founder Madame Blavatsky was followed, in later years, by the Esalen Institute, the Tassajara Zen Center, hippies, New Ageists, and many others centered in Big Sur to the south of Carmel."
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Não é a Misión de San_Juan_Capistrano com as suas lendárias andorinhas, mas é mesmo assim um local austero e meditativo... Compro!
sábado, 28 de julho de 2007
Metempsicose



Sonhei que na próxima reencarnação viveria num local de sonho, num país de sonho – por exemplo, numa casa nas margens do lago Villarrica, no Chile, ou numa casa com vistas para o vulcão Villarrica.Parece afinal que uma parte do sonho é já visualizável: admiremos esta casa no Lago Panguipulli, com vista para o Vulcão Villarrica. Tudo irrealmente belo e sereno, começando pela biblioteca ao ar livre... (mais AQUI).
O Ashram em livro: reflexoes a proposito de uma gentileza do Reprobo
Agradeço a gentileza do Confrade Réprobo, que queria ver o Ashram vertido para livro, mas pode imaginar que nada estaria mais longe dos propósitos desta austeridade anti-glorificadora que se consome na espuma dos dias.Mais a sério, entendo que os blogues não dão para livros, nem os mais talentosos. Se algum é feito ou mantido com esse escopo, nota-se: começa a espelhar uma certa solenidade e uma certa monotonia temática, como se quisesse alinhavar capítulos, e o leitor, volátil e episódico, cansa-se (há tanta coisa de qualidade, divertida, colorida, a disputar a atenção que não é sustentável prosseguir-se, neste meio, com essa demanda perseverante).
Já escrevi vários livros, e sei bem que o registo é necessariamente muito diferente, envolve uma dolorosa monomania e um diálogo interior e sombrio (fotofóbico?) que explica a coesão com que, num rompante final, a obra surge acabada (as «minas» de que fala a Consoror Charlotte, finda a travessia das quais o livro aporta às margens da luz, na expressão antiquíssima de Lucrécio).
Aqui o propósito é diferente, é frívolo a maior parte das vezes, é vagamente dialogante, é descontraído, não procura a coerência por si mesma nem a congruência inter-temporal, nem um curso demonstrativo ou narrativo que sirva de alicerce a uma consumação artística ou intelectual.
Quem quer passar de um blogue para um livro fá-lo-á porventura por narcisismo, porventura por inexperiência autoral. Mas fá-lo decerto pela velha, mas sempre renovada, «falácia romântica» que presume que há criatividade na ostentação do pequeno amontoado que é a nossa subjectividade, medindo-se o valor de um livro apenas pela espontaneidade – e até, se possível, pela falta de artifício – com que se partilha essa «verdade interior».
Isso reservo-o aqui para o Ashram, é certo, mas não parto daí para julgar que haja, nem remotamente, matéria-prima publicável, preso que estou ainda de um cânone pré-romântico que insiste, muito severamente, que a subjectividade do artista não deve ser o objecto da sua própria arte. O Ashram fala obliquamente de mim, com a ironia e ligeireza a que me habituei a falar de mim; nunca deixaria que um livro o fizesse.
sexta-feira, 27 de julho de 2007
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Oportunidades para melhorar 2
Ortotanásia, distanásia, eutanásia, sedação paliativa, encarniçamento terapêutico, autonomia e dignidade do paciente, e tantos, tantos outros assuntos. Na secção de debate solta-se uma avalanche de casos horríficos, de testemunhos pessoais, histórias de sofrimento e coragem. Quase parece terapia colectiva, e no debate acalorado pelas minhas provocações surge, surpreendente, uma convergência de valores e perspectivas. Saio um bocado abalado – vendo aqueles rostos jovens quem diria um tal somatório de sofrimento e de perda? Mas saio feliz, aprendi coisas, pus gente a falar e a debater, há coisas de que temos medo de falar – mas que depois de ditas ficam exorcizadas e nos aliviam.
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