O novo Ashram minimalista

sábado, 14 de julho de 2007

Imperativo Moral de Leitura 2


Já agora, para rematar a demolição sarcástica / satírica da academia pós-moderna e «empresarializada», um relance sobre o declínio dos maneirismos vitorianos da universidade que a antecedeu... Gaudeamus igitur!

Imperativo Moral de Leitura


Confesso que nos últimos anos, por causa da acumulação de afazeres e da dispersão de interesses, só tive tempo de ler algumas passagens de David Lodge. Agora o retumbante triunfo do gaguismo académico e do bolonhismo politécnico aguçaram-me o apetite para ler de empreitada as pioneiras reflexões sobre o momento thatcheriano em que tudo começou a correr mal nas universidades europeias. Será este Verão? Os livros estão prontos e alinhados, resta saber se vencem a guerra das prioridades (acho que sim).

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Old Shulman Haunts 2





Old Shulman Haunts


Julius Shulman imortalizou-a como um símbolo da arquitectura modernista. Ei-la 50 anos depois.





Missa em latim? Uma advertencia de Sao Paulo...

Agora que os seguidores de Lefebvre rejubilam com a reintrodução da missa em latim e do «rito tridentino» (lamentando alguns ainda, sei-o, que a missa em latim não seja reintroduzida como obrigatória, ou que não se regresse aos tempos do latim como lingua franca), convém lembrar a singela advertência de São Paulo (1 Coríntios 14:15-19):
"15- Pois bem, que devo então fazer? As duas coisas: orarei no Espírito, e orarei com palavras que eu entendo; cantarei no Espírito e cantarei com palavras que eu entendo.
16- Porque se louvarem a Deus de uma forma espiritual, sem que o entendimento acompanhe o que estão a dizer numa língua desconhecida, como é que aqueles que estão presentes vos podem acompanhar no louvor a Deus se não sabem o que vocês estão a dizer?
17- Podem até estar a dizer coisas muito belas mas que não serão de ajuda nenhuma para quem ali está.
18- Eu dou graças a Deus porque falo em línguas mais do que qualquer um de vocês.
19- Mas num culto público preferiria dizer uma frase apenas, com cinco palavras que fosse, mas que todos compreendessem e que a todos ajudasse, do que um discurso de milhares de palavras numa língua desconhecida."
+++
Pobre São Paulo, que anda tão esquecido - até no Vaticano!

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Solene e Magico: Aranjuez por Richard Anthony (versao bilingue)

Um heroi simples

Charles White Whittlesey, formado na Harvard Law School, um advogado de sucesso convertido no mais heróico dos comandantes yankee da Grande Guerra, major do «Lost Battalion» na Floresta de Argonne (Outubro de 1918). Galardoado com a Congressional Medal of Honor, juntamente com os seus dois subalternos (capitães McMurty e Holderman). Suicidou-se em 1921.

Ram-Ram Road

Talvez se deixe ler este Verao...

Mustapha

Embalado pelas leituras recentes sobre a Guerra da Argélia, e enquanto não releio Os Centuriões e Os Pretorianos de Lartéguy, oiço o multicultural «pied-noir» Dario Moreno (um mariachi turco?) num velho eco da minha mais remota meninice.

M-m-m-m-m-m-My Generation: Why don’t you all f-f-f-f-f-f-f-fade away?

M-m-m-m-m-m-My Generation: Melody

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Maravilhas da descolonizacao: a Colombia ocupa a Guine-Bissau


"If Guinea Bissau had the money to paint a sign for arriving visitors, it might read: welcome to the world's newest narco state. This small country in West Africa is such a perfect base for cocaine operations that it could have been designed by Pablo Escobar himself.
[…]
By far the leading African connection in this growing global network is Guinea Bissau. The fifth poorest country in the world was perfectly suited to playing a key role in the coke trade. The average person in this country of 1.6 million people earns about $720 a year and dies at 45.
[…]
Police sources in Bissau claim the Colombians are protected by the military, which appears to allow them free rein. They are not certain whether the soldiers are paid in return, or whether they are themselves involved in trafficking. Certainly there are signs of a fresh influx of money. In a new neighborhood on the edge of town, about 20 mansions owned by government officials are under construction, many with pools and multiple wings.
Last September the judicial police raided one of the Colombian-rented houses in Bissau and found 674 kg of high-grade cocaine. They drove the drugs and the two Colombian tenants to the police lockup, says Gabriel Madjanhe Djedjo, the judge who handled the case. Within an hour of the arrests, he says, military officers surrounded the compound, demanding the drugs and threatening to shoot their way in. The police relented, and the soldiers loaded the cocaine — stored in 1-kg packets — onto a pickup truck and drove it to the crumbling Treasury building, where they placed it in a locked vault. Within days, the entire load vanished. "The drugs were for [the military]," says Djedjo. Shortly after, the Attorney General ordered Djedjo to release the Colombians, he says; the men were never seen again
." LER

Ainda El Bulli (dedicado a Miss Pearls)


"Dedicated art lovers Franziska and Gerhard Flögel traveled from their home in Germany to a remote cove in northeastern Spain on July 2 to visit the creator in his studio. They toured his inner sanctum in appreciative silence. They marveled at his unusual materials, his precise execution, his sheer ingenuity. And then, like everyone else at El Bulli, they sat down and ate the master's work.
El Bulli may be the most fussed-over restaurant in the world, its 33-course meals the object of countless gastronomic pilgrimages, its 8,000 reservations per season snapped up in a single day, its edible foams and spheres now part of the contemporary culinary vocabulary.
[…]
For the Flögels and El Bulli's 48 other customers on Monday night, the result of all that investigation and inspiration took the form of "spherified" olives that, when put in the mouth, exploded with a gush of intensely flavored olive oil. The liquid yolk of a quail's egg came wrapped in a hard burnished shell tasting of candy. Citrus pulp turned into a tangy risotto. An utterly normal-looking raspberry, dotted with wasabi, turned out to be crisp and fragile on the outside, and bursting with hot juice on the inside.
If they hadn't been invited to El Bulli, the Flögels' dinner there would have set them back nearly $500. By the end of their meal, Franziska, an architect, and Gerhard, a civil engineer, had succumbed to Adrià's peculiar magic
." LER

Les copains d'abord

O Big Mac Index


Tantas vezes mencionado nos manuais, ainda válido para comparar custos de vida. LER

More Rimbaud and less Rambo, critics tell sweaty jogger Sarkozy


"President Sarkozy has fallen foul of intellectuals and critics who see his passion for jogging as un-French, right-wing and even a ploy to brainwash his citizens." LER

Sempre atarefado na estranja: Je Maintiendrai!

terça-feira, 10 de julho de 2007

Milagre Galaico-Filipino

Vejam com atenção esta fotografia de Março de 1974 (fonte). O Galego, em 33 anos, envelheceu... 10 anos, no máximo. A Filipina, depois de emplumar e ornamentar, inter alii, um Grande de Espanha e um prócere socialista, parece, em 33 anos, ter remoçado 10 anos - pelo menos. Não é um milagre?

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Lisboa ou Angles sur l'Anglin?

Não é apenas a imagem, é ouvir também os candidatos à CML num dos mais deprimentes debates dos últimos anos. Por mim, faço as malas e aqui me vou para Angles sur l'Anglin: ala, que se aperta a mala!

Habitos alimentares

Obrigado aos Confrades Exactor e Jagoz pelas respostas. O primeiro julgo que deve andar próximo de passar fome, com tanta dieta minimalista (e crua). O segundo anda demasiado atarefado, e para seu consolo aqui lhe envio uma das fotos mais bonitas que já vi da nossa Balbec.

A tirania da pose politicamente incorrecta (a proposito de uma pseudo-crise dos blogues nacionalistas)

Eu sei que há uns «direitistas» que se comprazem infinitamente (narcisisticamente até) com a sua «incorrecção política», tornando a questão num tema «de pose», uma espécie de teimosia misoneísta que se obstina em afirmar-se pela negação, pela recusa, pela resistência a tudo o que próxima ou remotamente soe a «ventos da História».
Como pose, é uma pura idiotice (as poses intelectuais são-no, geralmente), e redunda em geral num alinhamento com tudo o que há de mais execrável das reacções emotivas e irracionais contra os adquiridos valorativos da nossa civilização. O politicamente incorrecto remete em geral as pessoas para um conúbio embaraçoso com todo o tipo de crapulice que involuntária mas merecidamente se vê remetida para a escória da inteligência.
O problema é a pose, que converte um resultado casual numa fórmula rígida, e, através dessa, arvora a busca de heterodoxia a um fim em si mesmo.
Nunca tive problemas com heterodoxia – como resultado. Sempre os tive – como objectivo. Nunca vi mérito na teimosia, sobretudo a manifestada contra uma «correcção política» que, por todos os males que represente, é ainda o motor do pequeno progresso moral que vamos experimentando (não é um acaso que alguns «direitistas» mais «esturrados» acabem por revelar, envergonhadamente é certo, as suas simpatias com «incorrecções políticas» como a do talibanismo, da «sharia» e afins). Menos ainda tenho nojo do presente ou medo do futuro, até porque é neles que se espraia o que resta por viver e por gozar.
Lamento que alguns «direitistas» que prezo (ainda os há) se deixem cair nessa prisão tirânica do «politicamente incorrecto», que os priva de tirarem pleno fruto da sua inteligência e os converte em monótonos veneradores de cadáveres e sepulcros – físicos, intelectuais e até simbólicos. Compreendo que os menos obscurantistas de vez em quando lamentem eles próprios esse confinamento cultural a que esterilmente se remetem.

It's the right time of the Year

Uma das minhas mais velhas paixões, a que me evoca mais coisas, mais entusiasmos partilhados, mais nomes sonantes, mais sonhos, mais imagens vertiginosas. De novo na estrada - e um belo clip dos Kraftwerk!

Uma sentida homenagem

Já não há muitos heróis no mundo.

domingo, 8 de julho de 2007

sábado, 7 de julho de 2007

Moonshadow: Cat Stevens antes de enlouquecer

Caminhos de Monsanto

Atravesso calmamente as estradas de Monsanto, depois de levar, com um amigo, a criançada à Serafina (um arraial de bezugada, mas as crianças mandam...). Temos algum tempo antes de irmos buscá-las de novo, e eu decido fazer de cicerone. O meu amigo está parvo, interroga-se como é que eu conheço tudo aquilo tão bem. Gastei ali muita sola de borracha, muitas horas, muitos dias a percorrer em jogging aqueles caminhos, tanto os caminhos que se percorrem de carro como os caminhos de pé posto. Foi há alguns anos já, é certo, entretanto nunca mais voltei, mas são coisas que não se esquecem (os encontros com cães, as quedas, tudo está bem registado). Na subida do cruzamento da Serafina para o Restaurante Panorâmico, enquanto inalo o ar condicionado frígido (febre dos fenos oblige), interrogo-mo como é que tinha força de pernas para subir tudo aquilo de um só impulso, sem descansos. Uma nostalgia muito física.

O charme de Yves Montand

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