O novo Ashram minimalista

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Impasse na India

Falava-se no outro dia do simpático ram-ram indiano (o antecessor do ramerrame luso?), e das velhas glórias do Raj e da Northwest Frontier. Hoje fala-se da forma odiosa como ainda hoje as mulheres lá são tratadas: uma recensão ao libelo de Martha Nussbaum, AQUI.

Islao biruta

Mulher afegã condenada à morte, e executada, por... ter sido coagida a prostituir-se! LER

Gerusalemme liberata!

Fartos do poder dos gangs, muitos palestinianos não hesitam em falar das saudades da ocupação israelita: LER

Palestina Livre (variante do Islao biruta)

Mulheres ameaçadas de decapitação se não se vestirem à moda islâmica... LER

O velho Cais do Sodre

O casal Caillaux (ela, a famosa assassina) embarca para o Brasil.

domingo, 10 de junho de 2007

Pedreirada catolica, ou catolicismo pedreiro?

O Confrade Je Maintiendrai chama a atenção para algumas verdades elementares quanto a pertenças e incompatibilidades. Acontece que estamos num país no qual a congruência nada rende e a independência é quase um palavrão - tornando imperioso que se pertença ao maior número possível de coisas. O melhor é pertencer-se ao Turf Club e «papar mais missas» do que o Raposão e, a horas mortas, dar um saltinho à loja lá no Bairro Alto. Fazer uma perninha no Santo Sepulcro e na Ordem de Malta mas não esquecer umas visitas às capelinhas do Rato, as literais e as figuradas. Ser-se contra o aborto mas enviar-se as barregãs a grande velocidade, ao mínimo «deslize», para as negregadas clínicas de Badajoz.
Eu sei que de vez em quando lá há um vislumbre de escrúpulo, um rebate, como um pitoresco que eu conheci que guardava as pagelas na gaveta da secretária antes de ir fazer serão em devoções mais imperiosas, na Duque de Loulé e na Luciano Cordeiro.
Mas, Confrade, entre rir e chorar - é só rir, acho que sem essas incongruências a burguesia lisboeta seria totalmente insuportável, melhor seria emigrarmos para Braga. Assim, com uma velinha a Deus e outra ao Diabo, os figurões parecem mais humanos, chegam a ser engraçados, não sei porquê fazem-me pensar no António Silva.

Tambem se vive bem em Lisboa (algures no Chiado)




sábado, 9 de junho de 2007

Ainda ao Sol de Malibu

Há gente que venera muito seriamente tudo o que seja ritual - uma posição confortante, que busca em cada reiteração o banho lustral do eterno retorno. Eu já fui assim - mas hoje acredito que isso é uma posição superficial e alienada, no sentido de atitude não-examinada, daquelas que atordoam prematuramente os «cadáveres adiados» que gastam em imitação, negação e escapismo o arco finito das suas vidas. Pagar tributo a rituais é como avançar na vida às arrecuas, numa ardorosa mas fútil imposição de sentido e de cadência que só logra tornar a nossa finitude, se possível, ainda mais absurda e frustrante.

Lee Ritenour & Ivan Lins, She Walks this Earth

Good Vibrations: minimalismo em Malibu





Tuck & Patti

Uma bela reinterpretação de Cindy Lauper. Atenção ao virtuosismo na guitarra.

Google Maps - Street View

Parece feito de encomenda para mim. Claro que já percorri calmamente a Lombard Street e subi à base da Coit Tower, e atravessei a ponte até Sausalito, deambulando calmamente pelo Sausalito Blv.. Uma maravilha!

Perolas em Serralves

A Consoror (e Jansenista Honorária) Miss Pearls aparece na edição do Expresso num simulacro do seu blog. Apesar do orçamento limitado, saiu-se muito bem, e fica uma reportagem invulgarmente colorida. O que mais retive foi a frescura da prosa, a naturalidade: transmitiu impressões com aquela sobriedade e eficiência a que nos habituou, não qui pôr-se em bicos de pés. Um exercício de classe sem esforço, se é que «classe sem esforço» não é já uma redundância.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Night and Day


Na esquina da Artilharia Um com a Joaquim António de Aguiar

Para sublimar as tentacoes...


Dark Chocolate Sacher Torte & Cheese Cake

A proposito de uma viagem no tempo de O Exactor



No Exactor falava-se da velha Rua das Amoreiras, e eu por lá lembrei as antigas designações e o facto de ela entroncar no Arco do Carvalhão. Aqui vão três fotos da zona do Arco do Carvalhão que têm em comum mostrarem o lado menos visto do Lycée Français: na de cima o extremo sul, nas outras duas as traseiras do Lycée.

Que reste-t-il de mes amours historiographiques? 13

Que reste-t-il de mes amours historiographiques? 12

El Trio La Botella, os avatares da Direita Pimba

Anda por aí uma trindade de comentadores que assina «Pedro Botelho». São três, não há dúvida, já que se notam contradições nas opiniões que expendem. Uns dias é aquele gordinho financiado pelo Irão negacionista; outros é o plagiador contumaz; mas a maior parte das vezes ia jurar que é o acólito burro, a «private joke» da extrema-direita portuguesa (tinham medo de meter-se com o pai, ferram nas canelas do filho, aproveitando-lhe o QI). Subscrevem acriticamente a visão do bloco de esquerda sobre a geoestratégia, sem sequer se aperceberem disso. De vez em quando um deles, normalmente o plagiador contumaz, resolve ser ordinário, e lá me obriga a cortar-lhe o pio. Mas no geral são inofensivos e tão característicos que nem precisam de identificação – nem de uma amarela estrela de seis pontas, nem mais apropriadamente de um funil na cabeça.
São um trio de estarolas! O gordinho devia fazer dieta.

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Medico novo

Mudei de médico. Recepção algo fria, defensiva, apesar da cara de boa pessoa e do sorriso espontâneo. Falamos disto, daquilo, e eu começo a enumerar os colegas de curso dele que conheço. Duas ou três gargalhadas de surpresa e de saudade indisfarçada. Fica mais enigmático quando falo dos chefes dele, e quando lhe explico a razão fica de repente muito intimidado e venerador. Tento quebrar o gelo com duas ou três graçolas, em vão. Milagre: de repente descobrimos que andámos no mesmo liceu, ele poucos anos à minha frente: a fisionomia altera-se por completo, e na mais completa cumplicidade passamos em revista velhas glórias, tradições e pitorescos. O telefone começa a tocar e ele, embaraçado, lá vai dizendo "eu sei, eu sei, é só mais uns minutos"; desliga e continuamos. Ao fim de já não sei quanto tempo e de vários telefonemas da recepção lá interrompe a charla, sugerindo que é altura de auscultar-me e medir-me a tensão. Enquanto vai preenchendo papelada lá vai evocando mais episódios cómicos e rindo, rindo. Só não nos despedimos aos abraços porque não calhou. Acompanha-me até à sala de espera, talvez com o intuito de proteger-me dos olhares de ódio dos demais pacientes: há mais de uma dúzia à espera. No elevador olho para o relógio, a consulta durou mais de duas horas e meia. Fico com pena de quem estava à espera, mas eu nem senti o tempo passar. Que luxo de médico!

Vista do Mt. Rainier e de Seattle


Retreating Frogs

Há momentos vi, na TV, GW Bush a lançar umas farpas sarcásticas a Sarko. Tipicamente yankee: tão absoluto fascínio com tudo o que é cultura francesa como absoluto desprezo por aquilo que tomam por cobardia derrotista da política gaulesa. Quando recentemente o TGV bateu um recorde de velocidade, lembro-me de ter lido um título de jornal norte-americano que observava: "Now They Can Really Retreat in a Hurry".

Ainda a Noruega pacifista (mind the gap!)


No tal ranking de que falávamos, os EUA aparecem em 96º lugar.
A Noruega é o país mais pacífico - mas não será graças aos esforços militares dos EUA e da Rússia (que aparece nos últimos lugares), aqui há 6 décadas? E não será que continua «pacífica» porque beneficia de uma muito cómoda aliança militar com os EUA? Entendemos: «pacífica» (mas não pacifista, porque exportadora de violência) graças à «boleia» que lhe dão países «aguerridos». Entendemos perfeitamente...
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Mas espera: no ranking o Irão aparece à frente de Israel? E a Síria à frente dos EUA? Agora torna-se mais clara a palhaçada vermelhusca e subserviente...
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Inocencia em dia de Sol

Aqui no Ashram apreciamos joias (virtuais). Olha o anel...

Fim-de-semana antecipado

Que reste-t-il de mes amours historiographiques? 11


Que reste-t-il de mes amours historiographiques? 10

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Noruega: exportadora de violencia

Anda por aí uma listagem que considera a Noruega o país mais pacífico do mundo. A Noruega é, no entanto, uma reputada financiadora de terroristas (há quatro décadas pelos menos, os portugueses que o digam) e de criminosos que, instalados no poder, oprimem violentamente os seus povos. A Noruega tem sido o mais diligente financiador oficial do Hamas – talvez não seja preciso dizer mais. Ou talvez lembrar que foi essa mesma gente que atribuiu o Nobel da Paz a Yasser Arafat. LER

Quando as vezes nos resignamos…

Ah, when to the heart of man
Was it ever less than a treason
To go with the drift of things,
To yield with a grace to reason,
And bow and accept the end
Of a love or a season.
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Robert Frost

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